A partir de agora, eventos do Mundial contarão sempre com tradutor para a língua. Proibição para respostas em espanhol de Hakimi e Vini Jr. no jogo do Brasil gerou forte repercussão negativa.
Por Redação do Ge — Rio de Janeiro – Publicado em 15/06/2026 09:48
A Fifa recuou de sua polêmica determinação operacional e anunciou, nesta segunda-feira (15), a liberação definitiva de perguntas e respostas no idioma espanhol em todas as zonas mistas e coletivas de imprensa da Copa do Mundo de 2026. A nova diretriz estabelece que a língua espanhola terá o mesmo status do inglês, estando disponível de forma obrigatória em todos os eventos de mídia do torneio, mesmo nas partidas em que nenhuma das seleções envolvidas tenha o espanhol como idioma materno.
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De acordo com informações de veículos de imprensa da Espanha e do México, a entidade máxima do futebol fornecerá tradutores fixos para o espanhol em todas as sedes. Paralelamente, os canais de áudio e cabines de imprensa continuarão oferecendo a tradução em tempo real para as línguas oficiais predominantes dos dois países que estiverem se enfrentando em cada respectiva partida.
A Polêmica com Vini Jr. e Hakimi
A mudança drástica de postura da Fifa ocorre após a enxurrada de críticas recebida no último sábado (13). Durante os protocolos de imprensa após o empate em 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, em East Rutherford, o atacante brasileiro Vinícius Júnior e o lateral-direito marroquino Achraf Hakimi foram impedidos pela organização de responder a questionamentos feitos por jornalistas hispânicos em espanhol.
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Os vídeos do momento em que os atletas tentam falar na língua e são cortados pelos oficiais da Fifa viralizaram rapidamente e incendiaram as redes sociais. A proibição foi classificada como um “contrassenso logístico”, uma vez que o México — um dos três países organizadores e anfitriões desta Copa do Mundo, ao lado de Estados Unidos e Canadá — tem justamente o espanhol como sua língua nacional.
Entenda o motivo do veto inicial
De acordo com os esclarecimentos prestados pela própria Fifa, o bloqueio sofrido por Vini Jr. e Hakimi não se deu por motivos políticos, mas sim devido a uma rígida engrenagem burocrática interna. Pelas regras que vigoravam até ontem, as federações de cada país deveriam enviar um relatório prévio à Fifa solicitando quais idiomas específicos gostariam que fossem disponibilizados nas cabines de tradução simultânea.
Logística de Brasil x Marrocos: Para o duelo de sábado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) havia solicitado formalmente o suporte em português e italiano — este último para respaldar o técnico Carlo Ancelotti, caso o comandante optasse por se expressar em sua língua nativa. Por sua vez, a delegação de Marrocos requisitou o suporte em árabe e francês.
Como o jogo foi disputado em solo norte-americano, o inglês já estava garantido por padrão. Como nenhuma das duas seleções se lembrou de protocolar o espanhol na lista oficial de requisições, o sistema de tradução simplesmente barrou as respostas dos atletas no idioma, gerando o incidente internacional que agora força a Fifa a reformular seus manuais de mídia para o restante do torneio.
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