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Mbappé confirma artilharia histórica da Copa do Mundo de 2026 e quebra tabu de 56 anos

Camisa 10 francês atinge dez gols na competição — marca não alcançada desde Gerd Müller em 1970 —, supera Lionel Messi e se isola como o maior goleador da história dos Mundiais com 22 gols.

Por Lincoln Chaves – Publicado em 20/07/2026 – 09:03

A grande final da Copa do Mundo de 2026 coroou a Espanha como a nova campeã, mas o topo das estatísticas individuais de gols pertence definitivamente a Kylian Mbappé. O atacante francês confirmou a artilharia isolada do torneio com dez gols anotados, beneficiado pela atuação em branco do argentino Lionel Messi no revés por 1 a 0 para a Fúria neste domingo (19), em Nova Jersey. Messi encerrou sua participação com oito gols.

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O feito do camisa 10 dos Bleus entra diretamente para os livros de história por duas razões inéditas. Mbappé tornou-se o primeiro jogador a terminar duas edições consecutivas de Copa do Mundo como o principal artilheiro — tendo conquistado a Chuteira de Ouro também no Catar, em 2022. Além disso, ele rompeu um tabu de 56 anos: desde o alemão Gerd Müller no Mundial do México, em 1970, nenhum atleta havia marcado dez ou mais gols em uma única edição.

A arrancada final e o topo do mundo

A definição do artilheiro ganhou contornos decisivos no último sábado (18), durante a disputa do terceiro lugar em Miami. Mbappé e Messi chegaram ao fim de semana empatados com oito gols, com o argentino liderando nos critérios de desempate por somar mais assistências. No entanto, o craque francês balançou as redes duas vezes na derrota dos franceses por 6 a 4 diante da Inglaterra, garantindo a liderança isolada.

Os dois gols em Miami também colocaram Mbappé em um patamar inédito no futebol global. Ele alcançou a marca de 22 gols na história das Copas do Mundo, ultrapassando o próprio Lionel Messi, que estacionou nos 21 gols. O argentino havia assumido o topo histórico logo na primeira rodada da competição, ao marcar um hat-trick contra a Argélia e deixar para trás o antigo recordista, o alemão Miroslav Klose (16 gols).

Espanha fatura prêmios individuais e quebra recorde defensivo

Se a França garantiu a artilharia, a campeã Espanha dominou as premiações coletivas e individuais da Fifa. Ao sofrer apenas um gol em sete partidas disputadas em toda a campanha (diante da Bélgica, nas quartas de final), a seleção espanhola consagrou-se como a dona da melhor defesa da história de todas as Copas do Mundo. A Fúria superou as marcas da França (1998), Itália (2006) e de sua própria versão campeã em 2010, que haviam sofrido dois gols.

A solidez defensiva rendeu ao goleiro Unai Simón a Luva de Ouro do torneio. Simón estabeleceu o novo recorde dos Mundiais ao permanecer 648 minutos sem ser vazado. O jovem zagueiro Pau Cubarsí foi eleito o melhor jogador jovem, enquanto o volante e capitão Rodri foi premiado com a Bola de Ouro de craque da Copa de 2026. Em 2030, a Espanha jogará o Mundial em casa — dividido com Portugal e Marrocos — ostentando o status de atual campeã.

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