Em artigo de opinião, Paula Sousa defende unidade em torno da candidatura de Flávio e alerta que divisão interna pode entregar indicação de quatro ministros do STF à esquerda.
Por BrasilAgro – Publicado em 15/07/2026 10:15
A tese de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estariam travando uma disputa interna pelo espólio político da direita foi classificada como uma “guerra civil imaginária” em artigo publicado nesta quarta-feira (15) pela historiadora e articulista Paula Sousa. Para a autora, a narrativa de um suposto racha familiar é alimentada de forma deliberada por setores da esquerda e da imprensa tradicional para enfraquecer o nome de Flávio, apontado por ela como a candidatura mais viável para fazer frente ao PT e ao presidente Lula nas eleições presidenciais de 2026.
📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp
Segundo a análise de Paula Sousa, as notícias recentes que sugerem um fortalecimento do papel político de Michelle após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de restringir as visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro não passam de especulação. Ela cita o posicionamento de lideranças do PL, como Valdemar da Costa Neto — que reafirmou a candidatura do senador —, e a defesa pública feita pela senadora Damares Alves como provas de que a base conservadora continua alinhada e sem divisões reais no campo prático.
Críticas a Moraes e ‘duplo padrão’ jurídico
O texto critica de maneira contundente a decisão cautelar do ministro Alexandre de Moraes, que proibiu por 90 dias o contato entre Flávio e o pai. A articulista cita observações da imprensa e do meio jurídico para classificar a medida como uma “anomalia jurídica”, uma vez que o senador não figura como réu ou investigado no processo em questão. Além disso, aponta que a restrição viola as prerrogativas da advocacia, visto que Flávio é um dos defensores constituídos de Jair Bolsonaro — situação que provocou uma reação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A historiadora traça um paralelo com o período em que o presidente Lula esteve preso em Curitiba, argumentando que o petista dispunha de amplo acesso a visitas e canais de comunicação externa, o que configuraria um “duplo padrão” na aplicação das regras da Lei de Execução Penal pelo Judiciário. “Para a família Bolsonaro, as leis parecem letra morta”, afirma a autora.
O cálculo estratégico e o futuro do STF
Paula Sousa faz um apelo direto aos militantes e influenciadores digitais da direita para que cessem os desentendimentos públicos e as discussões em redes sociais como o X (antigo Twitter). A articulista defende que o pragmatismo político deve se sobrepor ao “purismo de internet” e que o papel estratégico de Michelle é atrair o eleitorado moderado e indeciso, somando forças à candidatura de Flávio no momento oportuno.
O grande alerta do artigo gira em torno do impacto de longo prazo do pleito presidencial. A autora lembra que o próximo presidente da República será responsável por indicar nada menos que quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal. De acordo com ela, a fragmentação da direita e a dispersão de votos em candidatos de “terceira via” ou o voto nulo pavimentarão o caminho para o PT garantir essas indicações, consolidando o que chama de “ativismo judicial” pelas próximas décadas.
Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/



