Com projeção de até 1,7 milhão de casos de dengue para 2027 feita pelo InfoDengue/Fiocruz, governo federal orienta estados e municípios a intensificarem ações de controle do mosquito Aedes aegypti.
Por Matheus Crobelatti/Agência Brasil – Publicado em 23/07/2026 – 14:59 – Foto: Fernando Frazão
A possível manifestação do fenômeno climático El Niño em intensidade de moderada a forte a partir do segundo semestre deste ano acendeu o sinal de alerta no Ministério da Saúde. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a elevação das temperaturas e o aumento do volume de chuvas em diversas regiões do país criam condições ideais para a rápida proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.
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Diante do diagnóstico, a pasta emitiu uma nota técnica alertando gestores estaduais e municipais para o risco de recrudescimento das arboviroses. Projeções elaboradas pelo sistema InfoDengue, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que o Brasil pode registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027 caso o cenário climático se confirme e ações de prevenção não sejam antecipadas.
Recomendações de combate e vigilância
Para mitigar o impacto do vetor, o Ministério da Saúde recomendou a adoção imediata de medidas preventivas e de resposta rápida nas cidades:
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Bloqueio de Transmissão: Realização de ações focadas em áreas prioritárias logo após a identificação dos primeiros casos suspeitos;
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Reorganização dos Agentes: Reestruturação e reforço das rotinas operacionais executadas pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE);
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Tecnologia e Mobilização: Uso de novas metodologias de controle vetorial indicadas pelo órgão federal e engajamento da população para eliminação diária de focos de água parada em imóveis residenciais.
Queda temporária nos índices em 2026
Apesar da preocupação com as projeções futuras, o balanço epidemiológico de 2026 traz números positivos no curto prazo. Dados acumulados até 20 de junho mostram que o Brasil contabilizou 392,8 mil casos de dengue — uma queda de 73% na comparação com o mesmo período de 2025. Os diagnósticos de chikungunya também seguiram a tendência de retração, registrando diminuição de 46%.
O Ministério ressalta que as estimativas epidemiológicas são dinâmicas e podem passar por revisões conforme novas variáveis climáticas e sanitárias forem incorporadas aos modelos de análise.
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