Desenvolvida por pesquisadora da UFRJ em parceria com o laboratório Cristália, a substância promete auxiliar na recuperação de movimentos após lesões na medula.
Por Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 16/09/2026 – 16:50
A primeira fase dos estudos clínicos em humanos com a polilaminina terá início no próximo dia 24 de setembro. Desenvolvido pelo laboratório farmacêutico Cristália em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o medicamento experimental tem o potencial de auxiliar pessoas com lesão na medula espinhal a recuperarem os movimentos.
A etapa inicial selecionará cinco pacientes voluntários, com idades entre 18 e 72 anos. O objetivo principal desta fase é comprovar a segurança da substância no organismo humano, certificando que o composto não gera riscos superiores aos benefícios esperados. Testes sobre a eficácia do tratamento serão conduzidos apenas nas etapas subsequentes.
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Critérios de seleção e acompanhamento médico
De acordo com os parâmetros estabelecidos e autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os participantes devem atender a requisitos rigorosos:
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Critérios Clínicos: Apresentar lesão medular completa entre as vértebras T2 e T10 decorrente de trauma recente (ocorrido há menos de 72 horas).
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Procedimento: Indicação cirúrgica obrigatória para descompressão medular, momento em que a substância será aplicada diretamente no local afetado.
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Locais de Atendimento: Cirurgias no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, seguidas por reabilitação na AACD e monitoramento por seis meses.
A polilaminina foi criada a partir da laminina, proteína sintetizada pelo organismo que atua na condução dos impulsos nervosos pelos axônios. Descoberta pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, a substância apresentou resultados promissores em modelos pré-clinicos e em um estudo-piloto. A conclusão completa das fases 1, 2 e 3 é pré-requisito indispensável para o registro comercial do medicamento.
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