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Copom decide nesta quarta-feira se corta ou mantém a Taxa Selic; mercado projeta redução para 13,5%

Analistas do boletim Focus projetam novo corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros de 13,75% para 13,5% ao ano, em meio a alerta com câmbio e inflação.

Por Wellton Máximo (Agência Brasil) — Publicado em 04/11/2026  14:26 – Foto: Marcello Casal Jr

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) conclui nesta quarta-feira (4) a sua penúltima reunião deliberativa do ano de 2026. Mesmo diante da recente instabilidade no mercado de câmbio e da valorização do dólar, a maioria dos analistas das instituições financeiras projeta a sexta redução consecutiva na Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.

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Segundo os dados mais recentes do relatório Focus, pesquisa semanal elaborada pelo Banco Central com o mercado, a expectativa consensual é de um corte de 0,25 ponto percentual, ajustando a Selic de 13,75% para 13,5% ao ano.

O anúncio oficial com a nova taxa e a justificativa técnica será divulgado ao mercado no início da noite.

Mudança nas projeções para o fim do ano

A trajetória recente da Selic reflete uma transição na política monetária. A taxa havia permanecido no patamar de 15% ao ano — o nível mais elevado registrado em quase duas décadas — durante o período de junho de 2025 a março deste ano.

No entanto, diferentemente das rodadas de consultas anteriores, que previam novos cortes até o encerramento do ano, os analistas ajustaram suas projeções para dezembro: a aposta dominante agora é pela manutenção do patamar em 13,5% ao ano na reunião de encerramento de 2026, interrompendo o ciclo de afrouxamento.

Fatores de incerteza e desfalque na diretoria

A decisão deste mês ocorre em um ambiente de cautela reforçada por fatores internos e externos:

  • Diretoria desfalcada: O colegiado do Copom realiza a votação sem a composição completa. Os mandatos dos ex-diretores Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro) e Diego Guillen (Política Econômica) expiraram no fim de 2025 e os novos nomes ainda aguardam indicação e sabatina.

  • Pressões inflacionárias: Embora o IPCA-15 de outubro tenha desacelerado para 0,32%, o acumulado em 12 meses atingiu 4,62%, superando o teto do intervalo de tolerância da meta contínua de inflação (cujo teto é de 4,5%).

  • Cenário internacional e commodities: A oscilação nos preços internacionais do petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio, aliada aos efeitos do fenômeno climático El Niño sobre os preços dos alimentos, adiciona incerteza à trajetória de preços.

  • Expectativas para o IPCA: A projeção do mercado para a inflação oficial deste ano subiu para 5,22%, situando-se acima do centro da meta contínua de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A decisão do Copom sobre a Selic influencia diretamente o custo das operações de crédito, o financiamento ao consumo e à produção, além do rendimento das aplicações em renda fixa no país.

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