Ministro Dario Durigan cita cautela após novos ataques entre EUA e Irã elevarem o barril a US$ 80; planos para aumentar misturas de etanol e biodiesel seguem inalterados.
Por Redação – Publicado em 09/07/2026 14:56 – Foto: Marcelo Camargo
A escalada nos preços internacionais do petróleo nesta quinta-feira (9) forçou o Ministério da Fazenda a recalcular os planos para o mercado doméstico de combustíveis. O governo federal decidiu adiar para a próxima semana a decisão final sobre a retirada do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pretendia anunciar a extinção da subvenção ainda nesta semana, mas recuou diante da volatilidade externa.
📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp
A mudança de postura ocorre após Estados Unidos e Irã retomarem ataques militares mútuos na última quarta-feira (8). O agravamento das tensões no Oriente Médio provocou uma reação imediata no mercado de commodities, empurrando a cotação do barril de petróleo de volta ao patamar de US$ 80. “Temos que ter cautela para retirar o subsídio”, justificou Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha, sinalizando que uma eventual retirada — parcial ou total — passará por nova análise na semana que vem.
Proteção ao Custo de Vida e Blindagem da Inflação
O objetivo central da manutenção temporária do subsídio é evitar que o choque de preços globais da energia seja repassado integralmente aos postos brasileiros, o que pressionaria a inflação e encareceria o custo de vida. Segundo o ministro, o mecanismo funciona como um colchão amortecedor para impedir o encarecimento generalizado de produtos e serviços que dependem da cadeia de transportes e logística no país.
Apesar do cenário de incerteza geopolítica, Durigan assegurou que as metas de transição energética da matriz veicular brasileira permanecem firmes. O ministro garantiu que o atual panorama macroeconômico não afeta o cronograma federal de ampliação das misturas de biocombustíveis, amparado pela Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993), aprovada em 2024.
Metas de Biocombustíveis Seguem Fortalecidas
A legislação em vigor confere ao Executivo a prerrogativa de oscilar o percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina C dentro de uma faixa que vai de 27% a 35%. No caso do biodiesel misturado ao diesel fóssil, a meta progressiva prevê atingir o teto de 20% até 1º de março de 2030.
Para a Fazenda, a crise internacional atua como um argumento prático a favor da autonomia energética. “Não altera nada. Pelo contrário. Fortalece o que o Brasil tem feito”, pontuou o ministro. Ele revelou, inclusive, que o governo federal não descarta formular propostas legislativas futuras para estabelecer percentuais de mistura ainda mais arrojados, visando diminuir a dependência nacional do refino de petróleo estrangeiro.
Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/



