O preço médio do litro passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 a partir desta sexta-feira (29). O reajuste bruto de R$ 0,48 foi atenuado por um desconto de R$ 0,44 garantido por meio de uma subvenção econômica instituída pelo governo federal.
Por Agência Brasil – Publicado em 28 de maio de 2026 às 16:07
A Petrobras comunicou oficialmente, no início da tarde desta quinta-feira (28), que o preço médio da gasolina A vendida para as distribuidoras sofrerá um reajuste positivo de R$ 0,04 por litro. Com a mudança, que entra em vigor a partir da meia-noite desta sexta-feira (29), o valor cobrado pela estatal saltará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.
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O aumento nominal foi contido graças à aplicação de uma subvenção econômica estruturada pelo governo federal. O reajuste técnico real calculado pela petroleira era de R$ 0,48 por litro, contudo, a aplicação dos critérios da Medida Provisória nº 1.358 (de 13 de maio de 2026), combinada ao Decreto nº 12.984 e à Portaria do Ministério da Fazenda nº 1.496 (de 25 de maio de 2026), garantiu um abatimento de R$ 0,44, restando os R$ 0,04 repassados ao mercado.
Composição do preço final ao motorista
É importante destacar que o valor anunciado pela Petrobras corresponde à gasolina A (pura), que sai das refinarias. Antes de ser disponibilizado para venda nos postos de combustíveis sob a denominação de gasolina C, o produto recebe obrigatoriamente a mistura de 30% de etanol anidro.
O preço que o cidadão encontra nos painéis dos postos de revenda é volátil e engloba uma série de fatores externos além do preço de custo da estatal:
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Impostos: Incidência de tributações estaduais (ICMS) e federais (PIS/Cofins e Cide);
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Cadeia comercial: Margens de lucro estipuladas pelas empresas distribuidoras e pelos donos de postos varejistas;
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Logística: Custos associados ao transporte e frete do combustível até as bombas.
Com a consolidação do novo preço de R$ 2,61, a fatia financeira exata que cabe à Petrobras na composição do preço final pago pelo consumidor nas bombas sofrerá uma oscilação, migrando dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro.
Em nota oficial, a companhia ressaltou que, mesmo com a aplicação deste novo ajuste, o valor praticado pela atual gestão permanece 27,6% inferior ao patamar de preço de venda que era registrado em 31 de dezembro de 2022.
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