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Incêndio na Penitenciária de Marília já soma oito mortos; detento de 34 anos é a nova vítima

Tragédia no setor de inclusão e disciplina expõe fragilidade do sistema prisional; caso reacende debate sobre segurança e condições de custódia em São Paulo.

Por Redação – Publicado em 01/12/2025 – 10:18

A Polícia Civil confirmou, neste domingo (30), o oitavo óbito decorrente do incêndio que atingiu a Penitenciária de Marília, no interior de São Paulo, na última terça-feira (25). A vítima mais recente é Augusto da Silva Gonçalves, de 34 anos, natural de Promissão, que estava internado na Santa Casa de Misericórdia desde o dia do incidente. Ele sofreu queimaduras graves por inalação de fumaça e não resistiu às complicações, falecendo na noite de sábado (29).

O incêndio foi provocado por um preso durante ato de resistência à intervenção dos policiais penais e rapidamente tomou conta da cela, onde estavam 14 internos. Cinco detentos morreram ainda no local e outros foram socorridos em estado grave. Dois faleceram após atendimento no Hospital das Clínicas (HCFamema).

Com a morte de Augusto, o número de vítimas fatais chega a oito detentos. A lista inclui: Charles Andrey Souto Silva (44), Wender Felipe Maciel (25), Matheus Gregório da Silva (22), Caio Vinícius Oliveira (25), Thiago Nascimento de Oliveira (33), Doildo Diego Pires (35), Wallace Ferreira dos Reis (22) e Augusto da Silva Gonçalves (34).

Linha do tempo da tragédia

  • 25/11 – Incêndio atinge setor de inclusão; cinco detentos morrem no local.
  • 25/11 (noite) – Internos feridos são encaminhados para hospitais da região.
  • 26 e 27/11 – Dois presos morrem no Hospital das Clínicas.
  • 29/11 (20h30) – Augusto da Silva Gonçalves falece na Santa Casa.
  • 30/11 – Polícia Civil confirma oficialmente o oitavo óbito.
Detento que iniciou incêndio em penitenciária de Marília (SP) estava em cela especial por indisciplina — Foto: Reprodução/TV TEM

Impacto e debate sobre prevenção
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o fogo começou quando um interno ateou fogo em seus pertences. A ação rápida dos policiais penais evitou que mais vidas fossem perdidas, mas cinco servidores ficaram feridos durante os resgates.
Especialistas apontam que o caso expõe falhas estruturais e de prevenção em presídios brasileiros. Entre as medidas consideradas essenciais estão:

  • Instalação de sistemas de detecção e combate a incêndio em celas e corredores.
  • Treinamento periódico de agentes penitenciários para evacuação rápida e segura.
  • Revisão das condições das celas, evitando superlotação e materiais inflamáveis.
  • Protocolos de emergência integrados com bombeiros e equipes médicas locais.
    Relatórios indicam que a falta de financiamento e manutenção adequada aumenta o risco de tragédias semelhantes em outras unidades.

A tragédia expõe a vulnerabilidade da estrutura prisional e reacende discussões sobre segurança e protocolos de emergência em unidades penitenciárias. Especialistas apontam que a falta de sistemas de detecção de incêndio, ausência de rotas de evacuação e superlotação das celas são fatores que ampliam o risco de episódios fatais.
Entre as medidas consideradas essenciais para evitar novas tragédias estão:

  • Instalação de alarmes e sprinklers automáticos em setores críticos.
  • Treinamento periódico de agentes penitenciários para evacuação rápida e segura.
  • Revisão das condições das celas, evitando superlotação e materiais inflamáveis.
  • Integração com bombeiros e equipes médicas locais para resposta imediata.
    Casos semelhantes já ocorreram em presídios de Goiás, Pará e Rio Grande do Sul nos últimos anos, sempre associados a falhas estruturais e à falta de protocolos de prevenção. O episódio em Marília reforça a necessidade de investimentos urgentes em infraestrutura e segurança para proteger tanto internos quanto servidores.

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