Secretário-geral das Nações Unidas destaca transformação dos riscos em zonas de conflito e Fenaj reforça cobrança por punição aos mandantes de assassinatos da imprensa.
Por Iara Balduino (Agência Brasil) — Publicado em 03/11/2026 hora 08:45
Em pronunciamento oficial realizado segunda-feira (2), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou um alerta global para a crescente violência enfrentada por profissionais de imprensa em todo o planeta. A declaração marcou a passagem do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas.
“Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade”, enfatizou Guterres durante o ato da ONU.
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A data internacional foi instituída pela Assembleia Geral da ONU em homenagem aos jornalistas franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, profissionais da Rádio França Internacional (RFI) que foram executados no dia 2 de novembro de 2013, enquanto realizavam cobertura jornalística no Mali.
Novas tecnologias e recorde de mortes em conflitos
Para o ano de 2026, a ONU definiu como foco central de reflexão o impacto direto do avanço de novas tecnologias e armamentos modernos sobre a segurança da imprensa. A organização destaca que o uso frequente de ataques com drones e armas de precisão em zonas de guerra ampliou severamente a vulnerabilidade de repórteres e fotógrafos no campo de batalha.
Dados divulgados pelas Nações Unidas revelam uma estatística alarmante: entre os anos de 2024 e 2025, 189 jornalistas foram assassinados globalmente. Trata-se do maior volume de mortes contabilizado pela entidade desde o biênio 2014/2015, com a grande maioria dos óbitos concentrada em cenários de conflito armado.
Violação e Impunidade: As Estatísticas da ONU
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Vítimas acumuladas: 189 jornalistas mortos no mundo durante o biênio 2024/2025;
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Fator de risco: Maior patamar de mortalidade registrado desde o período de 2014/2015;
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Novas ameaças: Uso de tecnologias militares de ponta, como drones e bombardeios remotos;
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Marco de origem: Homenagem aos repórteres da RFI mortos no Mali em 2013.
Fenaj cobra apuração e punição de mandantes
A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, reiterou que a preservação da vida de profissionais da comunicação deve ser uma exigência intransigente da sociedade civil dirigida aos governos.
Alinhada à mobilização promovida pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), a dirigente brasileira destacou a urgência de responsabilizar não apenas os executores materiais, mas também a cadeia de comando por trás dos atentados.
“A campanha da Federação Internacional de Jornalistas este ano pergunta: Quem ordenou o assassinato? Quem planejou? Quem é o responsável final? Essas são perguntas que não podem ficar sem resposta”, concluiu a presidente da Fenaj.
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