Perto do pleito, o ex-presidente democrata e o atual mandatário republicano realizam comícios em estados estratégicos; custo de vida e política externa pesam na decisão dos eleitores.
Por Reuters — Publicado em 29/10/2026 08:36 – Foto: Kylie Cooper/Reuters; Jonathan Ernst/Reuters
Na reta final para as eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump e o ex-presidente Barack Obama participam de uma série de eventos de mobilização política nos estados de Ohio e Geórgia. O resultado das urnas definirá qual partido exercerá o controle da Câmara dos Representantes e do Senado pelos próximos dois anos de mandato.
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A corrida eleitoral entra em sua última semana sob o impacto da baixa popularidade do governo e da insatisfação de parte expressiva do eleitorado com o alto custo de vida e o envolvimento dos EUA na guerra contra o Irã. Esse cenário representa um desafio direto para a manutenção da maioria republicana no Congresso, atualmente fixada em 53 a 47 cadeiras no Senado.
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Destaques das disputas em Ohio e Geórgia
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Ohio: Donald Trump participa de atos ao lado do senador republicano Jon Husted, que enfrenta o ex-senador democrata Sherrod Brown em uma das disputas mais equilibradas do país.
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Geórgia: Barack Obama reforça a campanha do senador democrata Jon Ossoff, que concorre à reeleição contra o deputado republicano Mike Collins. A Geórgia tem histórico recente de pleitos decididos em segundo turno e é considerada peça-chave na estratégia democrata.
Além das arenas no Sul e no Centro-Oeste, disputas estaduais na Pensilvânia e em Michigan — onde o republicano Mike Rogers enfrenta o democrata Abdul El-Sayed — concentram a atenção das cúpulas partidárias na mobilização de eleitores indecisos.
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Votação antecipada e instabilidade no sistema eleitoral
De acordo com dados consolidados pelo Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, mais de 36,4 milhões de americanos já registraram seus votos de forma antecipada ou por correspondência.
Paralelamente ao processo de votação, a reta final de campanha enfrenta transtornos operacionais. O sistema eletrônico de registro de financiamento da Comissão Eleitoral Federal (FEC) ficou temporariamente indisponível após ser desativado para a contenção de uma falha de segurança. A paralisação prejudicou a apresentação e a transparência de relatórios de gastos das candidaturas no prazo estipulado.
Especialistas e analistas independentes apontam que o Partido Democrata mantém boas perspectivas para conquistar a maioria na Câmara dos Representantes, enquanto a disputa pelo controle do Senado permanece incerta e dependente do desempenho em estados tradicionalmente conservadores.
Fonte consultada: Reuters / g1 Mundo
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