Partido elegeu cinco governadores no primeiro turno, garantiu 19 das 54 vagas em disputa na Alta Casa e teve os dois deputados federais mais votados da história do país.
Por Redação – Publicado em 05/10/2026 08:20
O Partido Liberal (PL) encerrou o primeiro turno das Eleições 2026 com uma expressiva expansão política nas disputas estaduais e no Congresso Nacional. A legenda obteve o maior número de governadores eleitos de forma direta no domingo (4), assegurou 19 das 54 cadeiras em disputa no Senado Federal e registrou as duas maiores votações nominais para a Câmara dos Deputados na história recente do país.
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Além do desempenho na bancada federal e nos executivos estaduais, o candidato do partido à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), concluiu a primeira etapa do pleito na liderança da corrida presidencial, obtendo 47,03% dos votos válidos. Ele disputará o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 25 de outubro.
Domínio nos governos estaduais
O PL conquistou cinco governos estaduais diretamente no primeiro turno. A legenda assegurou vitória nos três estados da região Sul: no Paraná, com Sergio Moro; em Santa Catarina, com Jorginho Mello; e no Rio Grande do Sul, com Luciano Zucco. Na região Norte, o partido venceu em Rondônia, com Marcos Rogério, e em Roraima, com Arthur Henrique.
O número total de governadores da legenda poderá aumentar após o segundo turno, uma vez que candidatos do partido avançaram na disputa nas estaduais do Rio de Janeiro e do Amazonas.
Maior bancada do Senado desde 1988
A renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado resultou no aumento da representatividade do partido na Alta Casa. Das 54 vagas abertas no pleito deste ano, a legenda conquistou 19 cadeiras. Somados aos senadores com mandatos vigentes até 2031, o PL iniciará a legislatura em 2027 com 28 senadores, formando a maior bancada partidária no início de um período legislativo desde a promulgação da Constituição de 1988.
A marca supera o recorde anterior estabelecido pelo então PMDB, que iniciou a legislatura de 1999 com 27 senadores. A eleição de 19 senadores por uma única sigla em um mesmo pleito também se tornou um novo recorde histórico; o índice mais alto até então pertencia ao PMDB (1994 e 2010) e ao PFL (2002), com 14 eleitos cada.
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A bancada foi impulsionada pelo resultado em cinco unidades da federação onde o partido conquistou as duas vagas em disputa:
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Distrito Federal: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis;
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Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja e Capitão Contar;
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Rio de Janeiro: Carlos Portinho e Carlos Jordy;
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Rondônia: Dr. Fernando Máximo e Bruno Scheid;
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Santa Catarina: Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.
Recordes de votação para a Câmara dos Deputados
Nas urnas para a Câmara dos Deputados, o partido registrou votações nominais inéditas. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) atingiu 3.109.659 votos, enquanto Lucas Pavanato (PL-SP) obteve 3.038.185 votos. Pavanato alcançou o equivalente a 12,82% dos votos válidos para o cargo no estado de São Paulo.
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Os dois parlamentares superaram a marca anterior estabelecida em 2018 por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que havia recebido 1.843.735 votos. Em 2022, Nikolas havia sido o candidato mais votado do país com 1,49 milhão de votos, marca que mais que dobrou no pleito atual.
Cenário da disputa presidencial
Na apuração para a Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente ao registrar 47,03% dos votos válidos, superando Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que somou 45,16%. Flávio alcançou a primeira colocação em 14 estados e no Distrito Federal, registrando mais de 50% da preferência em todas essas unidades federativas, com exceção de Minas Gerais. Lula registrou mais de metade dos votos válidos nos nove estados do Nordeste.
A definição sobre o cargo de chefe do Executivo federal ocorrerá com a votação de segundo turno, agendada para o dia 25 de outubro.
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