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TSE nega ataque hacker e diz que pessoa com credencial do Missão filiou Flávio Bolsonaro

Corte eleitoral aponta uso de credenciais válidas do próprio partido para efetivar a transferência e aciona Polícia Judiciária e PGR.

Por Márcio Falcão g1  – Publicado em 13/08/2026 – 15:52

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou oficialmente nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão tenha decorrido de um ataque hacker. De acordo com a Corte, o registro foi efetuado por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que detinha credenciais válidas da própria legenda.

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Diante dos fatos, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária para investigar a autoria da fraude.

Contestação da defesa e impedimento de registro

A alteração partidária não autorizada foi identificada pela equipe jurídica do senador no momento da reunião de documentos para efetuar o registro oficial de sua candidatura. O vínculo fraudulento com o Missão impediu temporariamente a conclusão do procedimento na Justiça Eleitoral.

A advogada da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, sustentava a tese de invasão do sistema e declarou que a fraude era “inequívoca”. O parlamentar também se manifestou publicamente por meio de vídeo publicado em suas redes sociais:

“Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai conseguir juntos resgatar o nosso Brasil.”

Manifestação oficial e trâmites na Justiça Eleitoral

Em nota oficial distribuída à imprensa, a Corte reitera a integridade dos seus sistemas de informática e esclarece os encaminhamentos adotados:

“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária. O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.”

Paralelamente, a direção do partido Missão declarou ser “vítima” do episódio e afirmou ter enviado alertas por e-mail ao gabinete de Flávio Bolsonaro cerca de dez dias antes sobre tentativas de fraude envolvendo o nome do parlamentar.

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