HomeSaúde7 mitos sobre o cérebro que a neurociência já desmentiu

7 mitos sobre o cérebro que a neurociência já desmentiu

Especialista explica por que ideias como “usar apenas 10% da capacidade cerebral” ou “lados opostos para lógica e criatividade” estão ultrapassadas

Por Redação — Publicado em 22/04/2026 às 15:10

A ideia de que não conseguimos aprender novos idiomas depois de adultos ou que a multitarefa nos torna mais eficientes moldou hábitos por gerações. No entanto, estudos recentes revelam que o cérebro humano é muito mais dinâmico e adaptável do que sugerem os clichês populares.

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Segundo a neurocientista Carol Garrafa, idealizadora do Método Santé, desmistificar esses conceitos é essencial para um uso mais eficaz do potencial cognitivo. “O cérebro está em funcionamento o tempo todo. O diferencial não está em ativar mais áreas, mas em como treinamos e integramos o que já temos”, afirma.

Confira abaixo os principais fatos e fakes explicados pela especialista:

1. “Usamos apenas 10% do cérebro” — FAKE

Estudos da Universidade de Oxford comprovam que utilizamos praticamente todas as áreas cerebrais ao longo do dia. O cérebro é extremamente eficiente e não possui partes “desligadas”. Mesmo em repouso, ele coordena funções vitais e organiza informações.

2. “Adultos têm dificuldade extrema de aprendizado” — MITO

A capacidade de aprender não acaba com a idade; o que muda é o processo. Graças à neuroplasticidade, o cérebro adulto continua formando novas conexões. A diferença é que adultos tendem a evitar o erro, enquanto crianças se expõem ao novo sem resistência.

3. “Multitarefa aumenta a produtividade” — FAKE

O cérebro não executa tarefas simultâneas, ele apenas alterna o foco rapidamente entre elas. Um estudo de Stanford mostrou que essa alternância gera custos cognitivos: mais erros, fadiga mental e menor qualidade na execução.

Dica da especialista: “Trabalhe em blocos de tempo com foco único e coloque o celular no modo avião para evitar interrupções.”

4. “Álcool mata neurônios instantaneamente” — MITO (com ressalvas)

O consumo pontual não causa a morte direta de células nervosas, mas o uso frequente interfere na comunicação neural. O impacto é funcional, prejudicando memória, coordenação e controle emocional a longo prazo.

5. “A memória funciona como um HD de computador” — FAKE

Diferente de um arquivo rígido, a memória humana é uma construção dinâmica. Cada vez que lembramos de algo, o cérebro atualiza a lembrança com sentimentos e informações do presente. Por isso, duas pessoas podem ter memórias distintas de um mesmo evento.

6. “Esquecer é um sinal de problema” — NEM SEMPRE

O esquecimento é uma estratégia de eficiência. O cérebro filtra o que não é relevante para evitar sobrecarga. Muitas vezes, o que chamamos de “memória ruim” é apenas falta de atenção no momento da recepção da informação.

7. “Lado esquerdo é lógico e o direito é criativo” — MITO

A visão compartimentada do cérebro é simplista. A criatividade e o raciocínio dependem de redes neurais que conectam os dois hemisférios. O sistema racional está concentrado no pré-frontal, enquanto o emocional reside no sistema límbico, trabalhando de forma integrada.

Sobre a Especialista

Carol Garrafa é engenheira com especialização em neurociência e autora do livro People Skills: uma vida de propósito. Através da Santé, consultoria voltada para liderança e bem-estar, já impactou empresas como TikTok, iFood e Itaú, promovendo o equilíbrio entre performance e saúde mental.

Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/

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