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Operação Infidelitas: Polícia de SP mira fraude de R$ 14 milhões contra banco

Segunda fase da ação cumpre mandados em São Paulo e Goiás; entre os cinco presos na capital paulista está um advogado

Agência SP – Publicado em 23/04/2026 – 08:43

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a segunda fase da Operação Infidelitas. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias sofisticadas que desviou mais de R$ 14 milhões de uma única conta empresarial.

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A ofensiva, coordenada pela 4ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber/Deic), mobiliza 55 policiais em uma estrutura interestadual que atinge os estados de São Paulo e Goiás.

Detalhes da Operação

Ao todo, a Justiça expediu 22 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. Todos os alvos de prisão estão localizados na capital paulista. Entre os detidos, destaca-se a figura de um advogado, suspeito de integrar o esquema.

As diligências estão distribuídas da seguinte forma:

  • Capital Paulista: 10 endereços monitorados.

  • Grande São Paulo: 6 locais alvo de buscas.

  • Interior (Piracicaba): 1 endereço.

  • Goiás: 6 endereços visitados com apoio da polícia local.

Como funcionava o esquema?

Segundo o delegado Christian Nimoi, a investigação começou após a própria instituição financeira denunciar o desvio milionário. O grupo utilizava métodos avançados para contornar a segurança bancária:

  1. Engenharia Social: Uso de técnicas para enganar funcionários ou gestores.

  2. Invasão de Credenciais: Acesso irregular a dados corporativos (com indícios de ajuda interna).

  3. Pulverização de Valores: Após o controle da conta, o dinheiro era transferido rapidamente via PIX, TED e boletos para diversas contas, dificultando o rastreio imediato.

“As investigações continuaram após a primeira fase e hoje deflagramos mais uma etapa para desarticular essa organização criminosa voltada também à lavagem de dinheiro”, explicou o delegado.

Histórico da Investigação

Na primeira fase da Operatio Infidelitas, a polícia já havia apreendido dispositivos eletrônicos e dinheiro em espécie com dois investigados principais. A análise desse material revelou que a rede criminosa possuía uma estrutura complexa e ramificações em outros estados.

Agora, o foco da Polícia Civil é o sequestro de bens adquiridos com o dinheiro do crime e a identificação de novos beneficiários das transferências ilícitas.

Fique atento

Fraudes bancárias que utilizam “conluio interno” ou sequestro de identidade digital são tendências crescentes no crime cibernético em 2026. Autoridades recomendam que empresas reforcem protocolos de autenticação de dois fatores e monitoramento de acessos privilegiados.

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