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Polícia Civil deflagra operação contra grupo que fraudava e-commerce usando estornos indevidos

Investigação de crimes cibernéticos aponta que quadrilha gerou prejuízo superior a R$ 263 mil em golpes de clonagem de links de pagamento e contestação de crédito.

Por Agência SP — São Paulo – Publicado em 09/06/2026 às 09h00 – Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), uma operação de grande escala com o objetivo de desarticular um esquema especializado em fraudes eletrônicas de alta complexidade. Agentes cumprem mandados judiciais contra oito pessoas investigadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa em ações simultâneas nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Caetano do Sul.

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Os trabalhos de inteligência foram conduzidos pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Cibernéticos (DICCIBER), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). De acordo com os relatórios policiais, as transações fraudulentas rastreadas culminaram em um prejuízo exato de R$ 263.512,82 contra uma única plataforma de comércio eletrônico durante ações criminosas executadas em dezembro de 2024.

A mecânica da fraude: do link ao estorno

As apurações detalharam que os líderes da organização criminosa utilizavam o sistema oficial de pagamentos da plataforma de e-commerce afetada para gerar links de cobrança. Esses links eram repassados a comparsas e pessoas do círculo social do grupo, que simulavam compras legítimas e realizavam os pagamentos por meio de cartões de crédito.

Assim que a plataforma processava a transação e disponibilizava o saldo, os criminosos rapidamente transferiam as quantias de dinheiro para contas de laranjas e outros membros do grupo. O golpe se consolidava na etapa seguinte: os falsos compradores acionavam as operadoras de cartão de crédito contestando a compra, alegando desconhecimento ou fraude.

Como as administradoras aprovavam o estorno dos valores aos clientes, a plataforma de vendas na internet sofria o prejuízo direto por não possuir o mecanismo de proteção contra chargeback contratado para aquela transação.

“A fraude era estruturada para que os criminosos recebessem os valores das supostas vendas e, posteriormente, anulassem a cobrança junto à administradora do cartão. No final, eles lucravam com a operação e transferiam o prejuízo para as empresas de e-commerce”, detalhou o delegado João Carlos Miguel Hueb, titular da 3ª DCCiber.

Mandados e desdobramento das investigações

Diante das provas coletadas no inquérito, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva dos oito alvos investigados. Além disso, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão domiciliar nos endereços localizados na capital paulista e nas cidades da região metropolitana (Guarulhos e ABC Paulista). O objetivo é apreender computadores, celulares e documentos que ajudem a robustecer as provas materiais.

A Polícia Civil e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informaram que as investigações prosseguem ativas. O foco agora está na análise pericial dos dispositivos apreendidos e no rastreamento bancário para identificar se houve a participação de outras frentes e para mapear o destino final do dinheiro lavado pela quadrilha.

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