Presidente do Supremo afirma que plenário precisa definir antes a questão de ordem sobre redistribuição e reunião dos processos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça
Por Mariana Muniz — Publicado em 17/09/2026 – 14:41 – Foto: Gustavo Moreno/STF/29-05-2024; Cristiano Mariz/Agência O Globo//03/08/2026; Antonio Augusto/STF/25-09-2024
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A decisão foi motivada pelos desdobramentos da sessão extraordinária realizada na última terça-feira (15). Na ocasião, o julgamento sobre as mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam o ministro Alexandre de Moraes suscitou uma questão de ordem que propõe a tramitação conjunta e a redistribuição de todos os processos do caso Master. Como o debate foi suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, Fachin considerou ser impróprio julgar Mendonça antes que o plenário defina o futuro processual das ações e a própria regularidade da relatoria.
O adiamento ocorre em um momento de forte turbulência no tribunal, marcado por embates públicos entre os integrantes da Corte. Nesta mesma quinta-feira (17), o decano Gilmar Mendes e o ministro André Mendonça voltaram a trocar acusações publicamente sobre vazamentos de informações e atuações políticas nas investigações, além de questionamentos formais enviados à Segunda Turma do STF sobre convocações extraordinárias de sessões.
A crise teve início a partir de um relatório da Polícia Federal, ordenado por Mendonça, que apontou diálogos entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o prosseguimento das investigações sobre Moraes, o ministro reagiu incluindo questionamentos sobre a conduta de Mendonça no Inquérito das Fake News — apuração que Fachin posteriormente desmembrou em um procedimento específico, gerando a atual paralisia decisória no plenário.
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