Maior oferta física no Brasil e recorde nos embarques pressionam cotações do arábica e conilon, enquanto atenção do setor se volta para as chuvas e floradas do próximo ciclo
Por Portal do Agronegócio – Publicado em 17/09/2026 – 09:36
A entrada da nova safra brasileira e o ritmo aquecido das exportações provocaram um ajuste de baixa nas cotações internacionais e domésticas do café. De acordo com o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o aumento da disponibilidade do produto no mercado reduziu a percepção de risco de desabastecimento, embora os preços sigam em patamares historicamente elevados.
Na Bolsa de Nova York, o contrato do café arábica para dezembro de 2026 fechou cotado a 288,15 centavos de dólar por libra-peso, acumulando queda de 8% em 30 dias. Em Londres, o conilon (robusta) recuou 7% no mesmo período, negociado a US$ 3.524 por tonelada. O movimento foi acompanhado pelo mercado físico nacional, onde o encerramento da colheita facilitou a originação de lotes por parte dos compradores e reduziu os prêmios pagos anteriormente.
📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp
Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques do grão em agosto atingiram valor recorde para o mês, reforçando a oferta global. A retração nos preços também foi impulsionada pela redução de posições compradas por parte de fundos de investimento nas bolsas internacionais.
Com a colheita atual na fase final, as atenções do setor produtivo migram para o ciclo 2027/28. As chuvas registradas em setembro trouxeram umidade ao solo e favoreceram o início das floradas nas lavouras de arábica, além da formação dos primeiros frutos no conilon. Contudo, o desenvolvimento das plantas dependerá da continuidade das precipitações e do comportamento das temperaturas na primavera, especialmente diante da expectativa de bienalidade negativa para o arábica.
No campo da oferta global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma produção mundial de 190 milhões de sacas para a temporada 2026/27, um avanço anual de 6,1%. O Brasil lidera esse crescimento, com estimativa de colher 71,9 milhões de sacas. Com o consumo global estimado em 180 milhões de sacas, a expectativa é de um superávit de 9,9 milhões de sacas no período.
Saiba mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/


