Remédio via oral Veoza atua diretamente no centro de controle térmico do cérebro; dados revelam que quase 70% das brasileiras na menopausa sofrem com sintomas severos.
Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 23/06/2026 15:21 – Foto: Frame TV Brasil
Inovação na Saúde da Mulher A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do fezolinetanto, uma terapia inovadora e totalmente não hormonal voltada para o alívio dos sintomas vasomotores (SVM) da menopausa, popularmente conhecidos como “fogachos” e suores noturnos. O medicamento oral será comercializado em território nacional sob o nome de Veoza, sendo desenvolvido pela farmacêutica Astellas Farma.
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Como Funciona o Medicamento Diferente das terapias tradicionais de reposição hormonal, o novo fármaco atua diretamente no sistema nervoso central. De acordo com o laboratório fabricante, o corpo feminino mantém um equilíbrio dinâmico entre os estrogênios (produzidos pelos ovários) e a substância cerebral neurocinina B (NKB), responsável por regular o termostato biológico do organismo.
Com a chegada da menopausa e a consequente queda na produção de estrogênio, essa balança é desfeita, enviando sinais erráticos de superaquecimento ao cérebro. O mecanismo de ação do Veoza atua bloqueando os receptores ligados à NKB, restabelecendo o equilíbrio térmico sem a necessidade de introduzir hormônios sintéticos no corpo da paciente.
Eficácia Comprovada e Dados de Impacto no Brasil
A aprovação do medicamento pela Anvisa foi respaldada por um robusto programa de desenvolvimento científico internacional.
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Segurança nos testes: O processo envolveu três grandes ensaios clínicos globais de Fase 3, contando com a participação voluntária de mais de 3 mil mulheres distribuídas pela Europa, Estados Unidos e Canadá.
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Epidemiologia nacional: Estatísticas de saúde revelam que os fogachos moderados a severos afetam até 80% das mulheres na faixa etária entre 40 e 65 anos em todo o mundo. No Brasil, essa realidade é ainda mais acentuada: 36,2% das mulheres brasileiras nessa faixa etária sofrem com sintomas graves, um índice que mais do que dobra a média global de 15,6%.
Prejuízos no Cotidiano: A prevalência de episódios agudos compromete diretamente a rotina das pacientes. Entre as brasileiras que manifestam os sintomas vasomotores, quase 70% (exatamente 69,9%) classificam as ondas de calor repentinas e a sudorese noturna como severas, resultando em impactos profundamente negativos na qualidade do sono, na produtividade profissional e no bem-estar físico geral.
A disponibilização do Veoza nas farmácias brasileiras representa uma alternativa terapêutica de alta relevância, especialmente para mulheres que possuem contraindicações médicas formais para a reposição hormonal convencional, como histórico de câncer de mama ou problemas cardiovasculares.
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