Proibição da exibição de púlpito vazio para Lula e liminar de última hora para inclusão de Renan Santos culminaram na desistência de Flávio Bolsonaro e no cancelamento do confronto pela emissora.
Por CNN Brasil – Publicado em 02/10/2026 às 08:19 – Foto: Reprodução
O cancelamento do último debate presidencial antes do primeiro turno das eleições, que seria promovido pela Rede Globo na noite de quinta-feira (1º), elevou a tensão política no país e colocou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) no centro de duras críticas. A emissora decidiu suspender a transmissão após uma sequência de decisões judiciais de última hora que alteraram os regulamentos acordados entre as campanhas.
A crise começou quando a ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido da campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e proibiu a exibição do púlpito vazio do petista, que já havia anunciado ausência no evento. Pouco depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF, concedeu liminar determinando a participação de Renan Santos (Missão), contrariando indeferimentos anteriores. Diante das liminares, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) anunciou desistência por alegar falta de segurança jurídica, levando a TV Globo a cancelar o programa.
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Reação dos Candidatos e Críticas ao Judiciário
A suspensão do debate gerou forte reação entre os demais postulantes ao Palácio do Planalto, como Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que já estavam nos estúdios e acusaram as decisões judiciais de promoverem interferência indevida e censura. Flávio Bolsonaro afirmou nas redes sociais que a determinação do TSE configurava “censura no mais alto grau” e acusou o adversário petista de usar conexões no Judiciário para inviabilizar o confronto direto.
Por sua vez, Lula minimizou o cancelamento em participação em um podcast, declarando que debates “não produzem nada” e justificando sua ausência prévia por considerar que o eleitorado já o conhece bem. Juristas ouvidos avaliaram que as liminares emitidas às vésperas do evento representam um quadro de ativismo judicial que atropelou regras previamente acordadas, gerando instabilidade nas normas que regem o pleito eleitoral.
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