Famílias realizam sepultamentos em cidades de origem enquanto investigação aponta que fogo começou após preso atear chamas em seus pertences dentro da cela disciplinar.
Por Redação – Publicado em 27/11/2025 – 15:04 – Imagem Passando a Régua
Os sete corpos das vítimas do incêndio na Penitenciária de Marília foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) da cidade. O último a deixar as instalações, localizadas no subsolo do Hospital das Clínicas, foi o de Charles Andrei Souto Silva, de 44 anos.
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Nenhuma das vítimas será velada em Marília: todas foram encaminhadas para municípios de origem das famílias.
Entre os mortos estão Wender Felipe Maciel, de 25 anos, sepultado em Ourinhos após velório em Canitar; Caio Vinicius Oliveira, também de 25 anos, enterrado em Lins; e Matheus Gregório da Silva, de 22 anos, trasladado para Diadema, onde foi sepultado nesta quinta-feira (27).
A tragédia ocorreu na tarde de terça-feira (25), no setor de inclusão da unidade prisional, após um detento em cela disciplinar atear fogo aos próprios pertences. A fumaça tóxica se espalhou rapidamente, causando a morte de sete presos e deixando outros 12 feridos, entre eles cinco agentes penitenciários.
Segundo o boletim de ocorrência, o preso estava isolado por motivos de indisciplina. O setor de inclusão, também chamado de triagem, abriga internos recém-chegados ou separados temporariamente dos demais. Ainda não há informações sobre o objeto usado para iniciar as chamas.
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Em depoimento, o diretor da penitenciária afirmou que 14 presos estavam no setor e alguns foram resgatados já desacordados pela fumaça. A Secretaria da Administração Penitenciária instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias do incêndio, considerado um ato isolado.
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