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Diretor do Banco Genial e Executivo Ligado ao Master São Alvos da 3ª Fase da Operação Carbono Oculto

Ação conjunta do Gaeco, Receita Federal e polícias cumpre 27 mandados em sete estados para aprofundar apuração sobre ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.

Por Bruno Tavares, Isabela Leite / Redação — Publicado em 24/09/2026 – 08:34 – Foto: Divulgação/Receita Federal

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado de São Paulo, em força-tarefa com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação cumpre 27 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Catanduva em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.

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A nova fase da investigação busca aprofundar o mapeamento de uma complexa estrutura de lavagem de dinheiro e organização criminosa voltada ao setor de combustíveis. O foco principal dos investigadores é a aquisição fraudulenta da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda. (conhecida como Terrana), negócio intermediado por executivos do mercado financeiro para ocultar os reais beneficiários do patrimônio.

Alvos do mercado financeiro e delator do Banco Master

Entre os principais alvos das ordens judiciais de busca estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, e seus irmãos André e Bruno Tupinambá. Outro nome de destaque na operação é o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, proprietário da Entre Investimentos. Freixo assinou recentemente um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das apurações sobre o escândalo do Banco Master.

CEO do Grupo Entre, Antônio Carlos Freixo Júnior e Daniel Vorcaro
CEO do Grupo Entre, Antônio Carlos Freixo Júnior e Daniel Vorcaro Foto: Grupo Entre/Divulgação e Banco Master/Divulgação

De acordo com os promotores do GAECO, a liderança intelectual do esquema é atribuída a Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e a Mohamad Hussein Mourad, vulgo “Primo”. Ambos são apontados como chefes da organização criminosa ligada à máfia dos combustíveis, embora não figurem na lista direta de mandados desta quinta-feira.

Circulação de R$ 120 milhões e uso de fundos de investimento

As investigações revelam que a compra da distribuidora Terrana foi mascarada pela criação de fundos de investimento e empresas de fachada constituídas poucos meses antes da transação. Estruturas como os fundos Radford, Derby 44 e Los Angeles 01, além das companhias Berna Holdings Ltda. e Branson Holdings Ltda., teriam sido utilizadas para operacionalizar a transferência dos ativos.

O Ministério Público identificou que mais de R$ 120 milhões transitaram por um circuito atípico de “contas de passagem”, envolvendo empresas como Aster Petróleo, SM Serviços Empresariais, Duvale Distribuidora e Usina Itajobi antes do aporte final.

Análises de relatórios do Coaf, quebras de sigilo bancário fornecidas pelo Banco Genial e mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos em fases anteriores confirmam, segundo os investigadores, a utilização sistemática de pessoas interpostas (“laranjas”) para dissimular os verdadeiros proprietários da distribuidora e blindar o patrimônio do grupo criminoso. A operação conta ainda com o apoio da Secretaria da Fazenda de SP, Procuradoria-Geral do Estado e das polícias Civil e Militar.

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