Tragédia no Instituto de Ciências Médicas de Islamabad foi causada por explosão em aparelho de ar-condicionado; primeiro-ministro afasta secretário de Saúde e determina investigações.
Por Rick Noack, Akhtar Soomro e Asif Shahzad (Reuters) — Publicado em 26/08/2026 09:45 – Foto: Reuters/Akhtar Soomro
Pelo menos 14 bebês morreram na manhã desta quarta-feira (26) após um incêndio atingir a ala neonatal do Instituto de Ciências Médicas do Paquistão, localizado no centro da capital, Islamabad. O anúncio foi confirmado pelo primeiro-ministro do país, Shehbaz Sharif, e pelo ministro da Saúde, Mustafa Kamal.
O fogo teve início por volta das 7h (horário local) no terceiro andar do setor materno-infantil. Segundo as autoridades ministeriais, a causa primária foi a explosão de um aparelho de ar-condicionado, e as chamas se alastraram rapidamente devido ao elevado volume de oxigênio presente na unidade de terapia intensiva.
Dos 16 recém-nascidos internados no local no momento da explosão, apenas um foi resgatado com vida, segundo informações preliminares divulgadas pela emissora local Geo TV.
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Denúncias de negligência e punição governamental
A tragédia gerou forte comoção e desespero entre os familiares que aguardavam do lado de fora da unidade de saúde. Pais e mães de vítimas denunciaram a ausência de equipamentos básicos de combate a incêndio e de funcionários na hora do acidente:
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Ausência de saídas de emergência: Familiares relataram que o setor não dispunha de saídas adequadas e que apenas uma porta de acesso estava aberta no momento do sinistro.
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Falta de assistência: Mães de recém-nascidos afirmaram à imprensa que não havia médicos ou enfermeiros na ala quando o fogo se alastrou, acusação negada publicamente pelo ministro da Saúde.
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Afastamento do secretário: Em resposta à repercussão e após determinar a abertura de um inquérito investigativo, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif ordenou a suspensão imediata do secretário de Saúde do país.
Contexto da saúde pública no país
O Instituto de Ciências Médicas do Paquistão é um dos maiores e mais importantes complexos hospitalares públicos de Islamabad — cidade que conta com mais de 1,1 milhão de habitantes.
O episódio figura entre os incêndios hospitalares mais letais dos últimos anos no Paquistão. Embora o atendimento na rede pública seja subsidiado pelo Estado, órgãos internacionais e entidades de fiscalização criticam rotineiramente o sistema paquistanês por problemas crônicos de superlotação, subfinanciamento e falhas graves de gestão e segurança predial.
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