Presos em Nova York desde janeiro após operação ordenada por Donald Trump, ex-presidente venezuelano e a esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes; defesa tentará anular o processo alegando imunidade diplomática.
Por Luc Cohen e Jack Queen/Reuters – Publicado em 22/07/2026 – 17:15
Um juiz federal norte-americano definiu, nesta quarta-feira (22), a data de 1º de junho de 2027 para o início do julgamento de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Acusados de narcoterrorismo e conspiração para a importação de cocaína nos Estados Unidos, o ex-presidente venezuelano e a ex-primeira-dama compareceram por cerca de 20 minutos ao tribunal federal de Manhattan perante o juiz Alvin Hellerstein.
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Vestindo uniformes prisionais bege, o casal ouviu a fixação do cronograma de um dos processos criminais de maior repercussão da história recente da diplomacia internacional. A defesa de Maduro prometeu apresentar moções legais até setembro para tentar o arquivamento da ação, sob o argumento de que ele goza de imunidade diplomática como chefe de Estado soberano à época dos fatos.
Da operação militar ao processo judicial
A presença do casal na corte nova-iorquina ocorre seis meses após desdobramentos decisivos na crise política da Venezuela:
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Captura em Caracas: Em 3 de janeiro de 2026, comandos norte-americanos capturaram Maduro (63 anos) e Flores (69 anos) em sua residência na capital venezuelana, em uma ação militar noturna ordenada pelo presidente Donald Trump.
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Acusações e Penas: Maduro responde a quatro acusações de crimes graves por supostamente ter usado a estrutura do Estado para facilitar o transporte de drogas. Se condenado, pode pegar prisão perpétua.
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Cenário Atual na Venezuela: Desde a prisão de Maduro, a Venezuela passou a ser governada pela ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, que aproximou as relações com Washington. O movimento permitiu a flexibilização de sanções econômicas e a expansão de novos projetos de petróleo e gás com multinacionais estrangeiras.
Em sessões anteriores, Maduro declarou-se inocente e chegou a classificar a si mesmo como um “prisioneiro de guerra”, acusando a Casa Branca de agir de forma ilegal para tomar o controle das maiores reservas de petróleo do mundo.
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