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Preço do arroz sobe e atinge maior patamar desde setembro de 2025 impulsionado por oferta restrita

Com retenção por parte dos produtores gaúchos, necessidade de recomposição de estoque pelas indústrias e forte demanda externa, o indicador CEPEA/IRGA-RS registra altas consecutivas nas cotações.

Por Portal do Agronegócio – Publicado em 22/07/2026 – 17:23

O mercado brasileiro de arroz em casca registrou um forte movimento de valorização e o Indicador CEPEA/IRGA-RS alcançou seu maior patamar desde setembro de 2025. O avanço nas cotações reflete um cenário de retenção do cereal por parte dos produtores, necessidade urgente de recomposição de estoques pelas indústrias beneficiadoras e um mercado internacional altamente comprador.

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Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os orizicultores mantêm uma postura cautelosa nas negociações, limitando o volume ofertado na expectativa de alcançar preços ainda maiores nas próximas semanas. A menor disponibilidade de arroz no balcão tem acirrado a disputa entre os compradores no Rio Grande do Sul.

Retenção no campo e desafio de repasse nas indústrias

A baixa oferta imediata do produto no estado gaúcho, principal polo produtor da cultura no país, segue como o motor central das altas. Para assegurar a matéria-prima e manter o processamento ativo, beneficiadoras locais precisaram elevar pontualmente os valores pagos pela saca.

Contudo, a velocidade das negociações tem sido moderada devido aos limites operacionais das indústrias:

  • Dificuldade de Repasse: Parte do setor moageiro encontra resistência para repassar os reajustes do arroz em casca para o saco de arroz beneficiado junto aos supermercados e consumidores finais.

  • Margens Apertadas: O descompasso entre o custo da matéria-prima e o preço de venda no varejo tem levado algumas empresas a atuarem com compras mais seletivas.

Mercado externo aquecido sustenta cotações

Paralelamente às dinâmicas internas, o fortalecimento do fluxo de exportações do arroz brasileiro tem servido como importante pilar de sustentação para o setor. A maior procura do cereal por compradores internacionais enxuga ainda mais a disponibilidade do produto no mercado doméstico.

A tendência para o curto prazo aponta para a manutenção do viés de alta nos preços, condicionado à evolução da capacidade de absorção dos novos custos pelas redes de distribuição e ao ritmo dos embarques nos portos.

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