Alerta consular desaconselha deslocamentos para Irã, Israel, sul do Líbano, Gaza e Iêmen, além de sugerir cautela em mais dez países da região; ministério orienta cuidados com redes sociais e segurança pessoal.
Por Luiz Claudio Ferreira/Agência Brasil – Publicado em 22/07/2026 – 09:55 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom
Diante do agravamento das tensões militares e do avanço dos confrontos no Oriente Médio, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) divulgou, nesta terça-feira (21), um alerta consular com orientações estritas para os cidadãos brasileiros. O Governo Federal recomenda que sejam evitadas viagens para o Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen.
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A diplomacia brasileira sugeriu ainda que viagens não essenciais sejam suspensas para outros dez países e territórios da região: Palestina (Cisjordânia), Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita. Até o momento, não há restrições formais para conexões aéreas nos aeroportos da área.
Recomendações de segurança para quem está na região
Para os nacionais que já residem ou permanecem nesses locais, o Itamaraty listou uma série de cuidados fundamentais:
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Informaçõess e Segurança: Acompanhar atualizações nos canais oficiais das embaixadas brasileiras e seguir à risca as instruções das autoridades locais.
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Proibição de Imagens: Não filmar, fotografar ou publicar em redes sociais conteúdos sobre instalações militares, comboios, ataques ou eventos ligados ao conflito — conduta que pode resultar em detenção sob leis de segurança nacional.
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Mobilidade e Documentos: Evitar multidões e protestos, só sair de casa com garantia de segurança e manter passaportes atualizados com validade mínima de seis meses.
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Cancelamentos de Voos: Em caso de alteração em rotas aéreas, o passageiro deve negociar a remarcação diretamente com as companhias.
Agravamento do cenário militar e alta do petróleo
O alerta brasileiro ocorre em um dia de acentuada deterioração da estabilidade regional. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou ter atacado um centro de dados da Amazon no Bahrein, além de miras em bases e radares operados por forças dos Estados Unidos no Kuwait e na Jordânia.
Em resposta, o Comando Central dos EUA realizou investidas contra estruturas marítimas e sistemas de defesa aérea iranianos, enquanto declarações do presidente Donald Trump indicaram ameaças diretas ao complexo nuclear iraniano na região de Natanz. Reflexo imediato do impasse diplomático e das trocas de hostilidades, a cotação do barril de petróleo tipo Brent registrou alta de 2%, sendo negociado na casa dos US$ 90.
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