Sessão no plenário virtual vai analisar decisão de André Mendonça que mandou remover publicações que associavam o candidato Flávio Bolsonaro a suposto projeto para retirar título da padroeira do Brasil.
Por Márcio Falcão – Publicado em 30/09/2026 às 08:56
O plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa nesta quarta-feira (30) a decisão do ministro André Mendonça que determinou a exclusão de conteúdos nas redes sociais vinculando o candidato Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A votação ocorre entre 10h e 23h59.
A análise na Corte Eleitoral é realizada após um vaivém de decisões no Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (28), o ministro Luiz Fux atendeu a um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro e suspendeu o ato do ministro Flávio Dino, que no domingo (27) havia derrubado a liminar de Mendonça sob o argumento de preservação da liberdade de expressão. Com isso, Fux restabeleceu temporariamente a remoção dos posts, incluindo publicações do humorista Antonio Tabet.
Tensão institucional, bastidores do STF e repercussão nas campanhas
O julgamento ocorre em um cenário de forte articulação entre os magistrados na reta final do primeiro turno das eleições. O grupo alinhado ao ministro André Mendonça chegou a buscar o presidente do STF, Edson Fachin, para pressionar por celeridade na análise do caso, enquanto interlocutores do ministro Alexandre de Moraes manifestaram receio de que o embate expusesse a cúpula do Judiciário às vésperas da votação.
O colegiado do TSE responsável por julgar a matéria conta com sete integrantes:
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Kássio Nunes Marques (Presidente do TSE);
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André Mendonça (Vice-presidente do TSE);
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Dias Toffoli;
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Sebastião Reis Júnior;
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Ricardo Villas Bôas Cueva;
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Floriano Peixoto Marques Neto;
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Estela Aranha.
A controvérsia também repercutiu diretamente nos discursos dos candidatos. Em participação em um podcast católico, Flávio Bolsonaro comparou as publicações sobre a padroeira à facada sofrida por seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018, classificando as alegações como fake news. Por sua vez, durante agenda em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que “ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida” e defendeu o respeito a todas as manifestações religiosas.
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