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Brasileiro Henrique Braun será CEO global da Coca-Cola

Novo CEO global da Coca-Cola será Henrique Braun, de 57 anos, que assumirá o posto em 31 de março de 2026. Conheça trajetória do empresário

Por agências Internacionais Publicado em 11/12/2025 – 15:12

A Coca-Cola anunciou a nomeação do atual diretor de operações da companhia, o brasileiro Henrique Braun, como seu próximo CEO global. A mudança será efetivada no dia 31 de março.

Braun substituirá James Quincey, que vai assumir a presidência do conselho executivo após nove anos como CEO, informou o conglomerado de bebidas nesta quarta-feira (10). “Henrique é um parceiro de negócios confiável e altamente experiente, e é o líder certo para conduzir a empresa”, disse Quincey em comunicado.

Braun, de 57 anos, trabalha na Coca-Cola há quase 30. Ele iniciou sua carreira na empresa como trainee e foi presidente da companhia no Brasil (2016-2020) e para a América Latina. “Meu foco será dar continuidade ao impulso que construímos com nosso sistema”, disse Braun, também em comunicado. “Trabalharemos para desbloquear o crescimento futuro em parceria com nossos engarrafadores.”

Braun ingressou na Coca-Cola em Atlanta em 1996 e passou por operações da companhia na América do Norte, Europa, América Latina e Ásia, informou a empresa. Ele atuou como presidente de desenvolvimento internacional da Coca-Cola antes de se tornar diretor de operações, onde supervisionou todas as unidades operacionais da empresa em todo o mundo, no início deste ano. Braun tem dupla nacionalidade, nascido na Califórnia e criado no Brasil.

O novo CEO é formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e possui um mestrado em ciência pela Michigan State University e MBA pela Georgia State University.

Por que houve essa mudança?

A mudança ocorre no momento em que as empresas de alimentos e bebidas tentam ajustar suas estratégias para atender aos consumidores que buscam bebidas e lanches mais saudáveis. As ações da Coca-Cola apresentaram pouca variação nas negociações após o fechamento do mercado em Nova York, depois do anúncio oficial.

Quincey, com 60 anos, também foi diretor de operações por dois anos antes de se tornar CEO e também entrou na empresa em 1996. Ele assumiu o comando do grupo em 1º de maio de 2017 e ajudou a companhia a sair de uma queda nas vendas que durava vários anos. Sob sua gestão, as ações da Coca-Cola subiram mais de 60%, enquanto o índice S&P 500 teve alta de quase 190% no mesmo período.

Essa é a mais recente de uma série de mudanças de liderança que têm atingido o setor varejista, enquanto as empresas lidam com pressões tarifárias, uma economia incerta e um cenário instável de gastos do consumidor.

Sob o comando de Quincey, a Coca-Cola diversificou o portfólio, que incluiu bebidas voltadas para consumidores mais preocupados com a saúde, como café, bebidas esportivas e o leite Fairlife com proteína. Durante sua gestão, a Coca-Cola também pagou US$ 5,1 bilhões pela Costa Coffee, empresa que agora avalia vender.

Braun vai precisar expandir ainda mais a atuação da companhia para novas áreas, de acordo com John Sicher, consultor da indústria de bebidas. “A Coca-Cola teve desempenho financeiro muito bom sob a gestão de Quincey, mas precisa fazer movimentos fundamentais de diversificação para expandir além dos refrigerantes”, disse.

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