O presidente dos Estados Unidos classificou o líder brasileiro como “dinâmico” após reunião em Washington. O diálogo focou na cooperação comercial e na revisão de taxas que impactam as exportações brasileiras.
Por Lisandra Paraguassu, Humeyra Pamuk e David Lawder- Publicado em 08 de maio de 2026 às 10:48 – Foto – Divulgação/Ricardo Stuckert
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira para avaliar positivamente o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Trump, a reunião realizada na Casa Branca foi “muito boa”, destacando o caráter “dinâmico” do mandatário brasileiro e sinalizando a abertura de canais de negociação entre os representantes de ambos os países.
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O encontro, que contou com discussões bilaterais seguidas de um almoço, ocorreu em um momento estratégico para as relações comerciais. Embora não tenha havido a aparição conjunta prevista inicialmente para a imprensa, Trump detalhou que o foco principal das conversas foram as tarifas de importação e outros tópicos da agenda econômica mútua. “Nossos representantes devem se reunir para discutir alguns elementos-chave”, afirmou o presidente norte-americano.
Contexto das Tarifas e Relações Comerciais
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos passou por turbulências recentes. No ano passado, a gestão Trump chegou a impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Na ocasião, o governo dos EUA justificou a medida alegando perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro — que, posteriormente, foi condenado pela justiça brasileira por tentativa de golpe de Estado.

Contudo, o cenário tarifário mudou gradualmente. Parte das taxas, especialmente sobre carne bovina e café, foi retirada com o intuito de conter a inflação de alimentos nos EUA. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte norte-americana derrubou diversas restrições impostas sob leis de emergência nacional. Atualmente, os produtos brasileiros ainda enfrentam uma tarifa adicional de 10%, com previsão de expiração para julho deste ano.
Expectativas para o Futuro
Apesar do tom cordial do encontro, o governo brasileiro mantém o estado de alerta. Nas últimas semanas, surgiram indícios de que novas tarifas poderiam ser aplicadas como resultado de investigações baseadas na “Seção 301”, que analisa possíveis práticas comerciais desleais.
O encontro em Washington sinaliza uma tentativa de estabilização diplomática e econômica, buscando evitar novos entraves que prejudiquem o fluxo de exportações entre as duas maiores economias do continente.
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