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Trabalho eleva renda do brasileiro e rendimento médio bate recorde de R$ 3.367 em 2025

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Levantamento do IBGE revela que o trabalho continua sendo o principal motor do orçamento doméstico, respondendo por três quartos da renda. Apesar da alta real de 5,4%, disparidades regionais e de gênero ainda marcam o cenário econômico nacional.

Por G1/Janize Colaço – Publicado em 08 de maio de 2026 às 10:59

A renda média mensal dos brasileiros atingiu o patamar histórico de R$ 3.367 em 2025, consolidando o maior valor já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE. O avanço representa um crescimento real de 5,4% em relação a 2024, impulsionado principalmente pelo dinamismo do mercado de trabalho.

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Atualmente, cerca de 143 milhões de pessoas (67,2% da população) possuem alguma fonte de rendimento. O peso dos salários é evidente: a massa de rendimento do trabalho alcançou a cifra de R$ 361,7 bilhões mensais. Segundo Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE, o país vive um ciclo de quatro anos consecutivos de crescimento da renda do trabalho com taxas superiores a 6% ao ano.

Composição e Fontes de Renda

Embora o emprego seja o pilar central, o orçamento das famílias brasileiras é composto por um mix de fontes que garantem a subsistência:

  • Trabalho: 47,8% da população.

  • Aposentadoria e Pensão: 13,8%.

  • Programas Sociais (Bolsa Família/BPC): 9,1%.

  • Outros (Aluguéis, pensão alimentícia, aplicações): Aproximadamente 8%.

Desigualdades Regionais e Demográficas

O crescimento não foi uniforme pelo território nacional. A Região Sul lidera com o maior rendimento domiciliar per capita (R$ 2.734), enquanto o Centro-Oeste apresentou a maior expansão anual (11,3%), estimulada por concursos públicos e pelo setor de serviços no Distrito Federal. No outro extremo, Norte e Nordeste registram os menores valores (R$ 1.558 e R$ 1.470, respectivamente), embora apresentem as maiores altas acumuladas desde o período pré-pandemia.

As disparidades sociodemográficas continuam a ser um desafio estrutural:

  • Cor/Raça: Pessoas brancas recebem, em média, R$ 4.577, enquanto pessoas pretas recebem R$ 2.657 — uma distância que supera R$ 1.900.

  • Gênero: Homens ganham, em média, R$ 3.921, contra R$ 3.085 das mulheres.

  • Escolaridade: O nível de instrução é o fator de maior impacto. Um trabalhador com ensino superior completo ganha, em média, R$ 6.947, o que equivale a mais de quatro vezes o rendimento de quem não possui instrução (R$ 1.518).

O recorde de 2025 reflete a recuperação econômica e a expansão da população ocupada, mas reforça que a elevação do nível educacional e o combate às desigualdades históricas são fundamentais para que o crescimento da renda seja mais equânime entre os brasileiros.

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