O Ministério do Turismo consolidou os principais eventos que movimentam o país, evidenciando as tradicionais celebrações juninas, festas religiosas seculares e o Festival de Parintins no Amazonas. A plataforma funciona como vitrine para impulsionar a economia local e promover roteiros culturais, gastronômicos e românticos.
Por Júlia de Aguiar (Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo) – Publicado em 12/06/2025 11:10
O mês de junho consolida-se como um dos períodos mais dinâmicos, coloridos e vibrantes para o Calendário Turístico Oficial do Brasil. O Ministério do Turismo reuniu as principais atrações nacionais que prometem atrair milhões de viajantes nacionais e internacionais, gerando emprego, renda e valorizando a pluralidade identitária do país. O cardápio de atrações abrange desde as massivas festas de São João, São Pedro e Santo Antônio até celebrações de matrizes folclóricas, roteiros românticos para o Dia dos Namorados e circuitos gastronômicos de alta culinária.
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Para facilitar a roteirização por parte dos viajantes, o governo federal disponibiliza o Calendário Turístico Oficial, uma plataforma digital interativa onde secretarias municipais, estaduais e promotores independentes inserem suas programações de forma gratuita. A ferramenta atua como um hub estratégico para dar visibilidade a eventos tradicionais e também a pequenas manifestações regionais, fomentando o conceito de turismo sustentável de Norte a Sul.

A Força dos Arraiais e as Tradições Religiosas Seculares
Na região Nordeste, o São João de Igarassu (PE) estende sua programação por todo o mês de junho. Entre os dias 21 e 30, o Sítio Histórico e distritos periféricos recebem o tradicional arrastão junino “Forrodrilha”, unindo grandes shows a apresentações de quadrilhas estilizadas. Em Minas Gerais, Pingo d’Água aposta no espírito comunitário com os arraiás da Municipal e do Terceirão. Já no Norte, a Festa de Santo Antônio em Nhamundá (AM) emociona fiéis com seu círio fluvial de barcos artesanais, enquanto Ariquemes (RO) projeta atrair mais de 15 mil pessoas em seu festival de quadrilhas.

O mês também é marcado pela Festa do Divino Espírito Santo, herança cultural portuguesa de forte apelo comunitário. Em Nazaré Paulista (SP), o destaque fica por conta do ritual do carro de boi que transporta a paçoca feita em monjolo até a matriz, ladeado por grupos de congada. Em Itanhaém (SP), a celebração estende-se com a Erguida do Mastro e a abertura do Império, enquanto Morada Nova (CE) associa o rito católico a uma feira de artesanato em couro, bordados e culinária típica à base de tapioca.
Romantismo na Serra Gaúcha e Astronomia em São Paulo
O Dia dos Namorados também ganha ativações mapeadas pelo Ministério. Canela (RS), na Serra Gaúcha, promove a Semana dos Namorados com pacotes focados em alta gastronomia e hotelaria aconchegante sob o clima frio da região. Na capital paulista, a grande novidade é o evento gratuito “Banho de Lua”, sediado no Instituto Principia, na Bela Vista. Casais poderão observar crateras lunares por telescópios de alta resolução ao som de clássicos da MPB e participar de palestras sobre astronomia fundamental.

No final do mês, as atenções globais se voltam para o município de Parintins (AM), no coração da floresta amazônica. Entre 27 e 29 de junho, o bumbódromo local sedia o duelo estético e folclórico entre os bois Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul). O festival arrasta multidões e movimenta paralelamente o Anfiteatro Sila Marçal com apresentações de agremiações mirins.
Circuitos Gastronômicos Aquecem o Mercado Local
A gastronomia atua como outro importante vetor de atratividade em junho. O estado de Goiás recebe o 1º Festival Gastronômico de Portugal, engajando restaurantes de Goiânia, Pirenópolis e Rio Verde em jantares harmonizados. Em Bento Gonçalves (RS), a histórica Fenavinho celebra as safras nacionais e chancela o município como a Capital Brasileira do Vinho. Por fim, Altamira (PA) sedia o Circuito Chocolat Xingu, promovendo pratos e sobremesas estruturadas a partir do cacau nativo e do chocolate artesanal da Amazônia, consolidando a potência da bioeconomia regional.
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