O acidente com a aeronave Beech Aircraft 58 Baron ocorreu no campo da AABB, nas proximidades do aeroporto local. Enquanto o Seripa conduz a análise técnica dos destroços, o caso foi registrado como homicídio culposo pela polícia, que aguarda laudos periciais e a recuperação do único sobrevivente da tragédia.
Por Redação – Publicado em 12/06/2026 10:30
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito policial para apurar as circunstâncias e as responsabilidades criminais da queda de um avião de pequeno porte em Marília. O acidente com a aeronave modelo Beech Aircraft 58 Baron, de prefixo PT-MDB, aconteceu na manhã de quarta-feira (10) e mobilizou diversas forças de segurança pública. A tragédia resultou na morte dos pilotos Henrique Guariente Filho, de 47 anos, e Gabriel Maloni Mendes da Cruz, de 24 anos. Um terceiro ocupante, identificado como Pablo Portella Ilowski, de 28 anos, sobreviveu ao impacto e permanece sob cuidados médicos no Hospital das Clínicas (HC) de Marília.
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O boletim de ocorrência foi tipificado inicialmente como homicídio culposo consumado (quando não há intenção de matar) e tentado. A condução dos trabalhos investigativos será feita de forma compartilhada com o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), órgão regional vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que detém a atribuição legal para realizar a perícia técnica e emitir o relatório sobre as falhas estruturais ou humanas do voo.
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Impacto Próximo à Pista e Ação de Populares
De acordo com os relatórios das equipes de emergência, o bimotor caiu por volta das 11h50 no gramado do campo de futebol da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), um espaço esportivo situado nas imediações da cabeceira do Aeroporto de Marília. Testemunhas que presenciaram a perda de sustentação da aeronave correram até o local do impacto em uma tentativa desesperada de resgatar os tripulantes. No entanto, uma explosão seguida de um incêndio de grandes proporções nos destroços impediu a retirada dos dois pilotos, que ficaram presos à cabine.
Antes que as chamas consumissem completamente a fuselagem, moradores da região conseguiram puxar Pablo Portella Ilowski para fora do avião. Unidades de resgate do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e ambulâncias de suporte avançado do Samu foram deslocadas para a ocorrência. Ilowski recebeu os primeiros socorros em solo e foi encaminhado consciente ao pronto-socorro do HC. Os corpos dos pilotos foram resgatados após o trabalho de rescaldo do fogo pelos bombeiros.
Exames Periciais e Coleta de Evidências
Peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) estiveram na área do acidente para registrar imagens da trajetória da queda, mapear a dispersão das peças e coletar vestígios que possam detalhar o comportamento do motor nos segundos que antecederam o impacto. A Polícia Civil requisitou exames necroscópicos detalhados e exames residuográficos.
Técnicos do Cenipa também isolaram a área para assegurar a integridade dos componentes mecânicos e dos instrumentos de navegação do painel do Baron 58. Enquanto os peritos aeronáuticos buscam entender os fatores contribuintes para prevenir novos acidentes na aviação civil, a Polícia Civil vai focar na oitiva de testemunhas, na análise de contratos de manutenção da aeronave e no depoimento do sobrevivente assim que ele receber alta médica.
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