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PicPay e BRB são alvos de ação contra suposta fraude em folha do DF

Investigação do Ministério Público apura se contratos antigos de crédito consignado geraram descontos irregulares nos salários de servidores distritais; operação cumpre 50 mandados de busca.

Por Alex Rodrigues — Repórter da Agência Brasil — Publicado em 19/06/2026 14:07

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, nesta sexta-feira (19), uma grande operação para desarticular e aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. A suspeita das autoridades é de que contratos antigos de crédito consignado tenham sido manipulados para gerar descontos irregulares nos salários dos funcionários públicos distritais, desviando dinheiro em benefício de empresas particulares, associações e agentes públicos.

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Ao todo, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) expediu 50 mandados judiciais de busca e apreensão. As ordens estão sendo cumpridas simultaneamente em Brasília (DF), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), atingindo o coração de grandes instituições financeiras.

Executivos e Instituições Públicas na Mira

Entre os alvos de maior relevância na operação estão o banco digital PicPay e seu presidente-executivo, Eduardo Chedid Simões. A ação também mira o Banco de Brasília (BRB), instituição financeira estatal cujo acionista majoritário é o próprio Governo do Distrito Federal (GDF).

A varredura estendeu-se ainda à sede da Secretaria de Economia do Distrito Federal, a diversas associações de classe de servidores e a pessoas físicas influentes. Entre elas está o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que já se encontra preso desde abril deste ano no âmbito da Operação Compliance Zero — investigação que apura crimes cometidos por executivos do Banco Master contra o Sistema Financeiro Nacional.

O Que Dizem os Envolvidos

As instituições e órgãos públicos alvos das buscas se manifestaram oficialmente sobre o caso ao longo do dia:

Secretaria de Economia do DF: Informou que promotores e policiais civis apreenderam equipamentos de trabalho de servidores da pasta. O órgão destacou que os acordos de empréstimos consignados sob suspeita foram firmados em gestões anteriores e enfatizou que “a investigação tem como objeto a conduta de agentes públicos, e não a atuação institucional da pasta”, garantindo total colaboração com a Justiça.

PicPay: Rejeitou categoricamente as alegações de cobranças indevidas e garantiu que não há qualquer irregularidade em suas operações. “O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo, no aplicativo, sem intermediários ou associações”, declarou o banco digital em nota, reforçando que seus produtos cumprem rigorosamente as normas vigentes.

Até o fechamento desta reportagem, a assessoria do BRB e o executivo Eduardo Chedid Simões não haviam retornado às tentativas de contato. A defesa de Paulo Henrique Costa informou que se manifestará assim que obtiver acesso integral aos autos do processo.

Resumo da Operação e Próximos Passos

Aspecto da Operação Detalhes Técnicos e Alvos
Órgão Acusador Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)
Volume de Mandados 50 ordens judiciais de busca e apreensão
Cidades Atingidas Brasília (DF), São Paulo (SP) e Curitiba (PR)
Principais Empresas PicPay e Banco de Brasília (BRB)
Tipificação Investigada Fraude em folha de pagamento e descontos ilegais em consignados

 

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