Justiça pronunciou os réus por homicídio qualificado e ocultação de cadáver; crime chocou a região após veículo ser encontrado totalmente carbonizado.
Por Redação – Publicado em 06/07/2026 17:30
A 3ª Vara Criminal da Comarca de Marília determinou que os irmãos Marcelo Alves da Costa e Marcos Alves da Costa sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Eles são os principais acusados pelo assassinato de Rafael Francisco Alves Ferreira, de 37 anos, cujo corpo foi encontrado carbonizado dentro de um veículo em uma área rural do município.
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O crime, que gerou grande repercussão na segurança pública local, envolveu a localização de um veículo totalmente destruído pelo fogo em uma área rural do município. Após o trabalho pericial e o cruzamento de dados de inteligência da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a polícia Civil identificou os restos mortais da vítima e ligou os irmãos diretamente ao assassinato motivado por desavenças anteriores.

Qualificadoras e Prisão Mantida
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), os acusados responderão por homicídio qualificado — que inclui agravantes como motivo torpe e emprego de meio cruel —, além do crime conexo de ocultação de cadáver. O laudo necroscópico e as evidências técnicas coletadas na cena do crime foram fundamentais para sustentar as acusações nesta primeira fase processual.
Ao proferir a decisão de pronúncia, o magistrado responsável pelo caso também manteve a prisão preventiva dos irmãos. A justificativa para negar o direito de recorrer em liberdade baseou-se na gravidade concreta da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública até a realização do julgamento definitivo.
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Próximos Passos do Julgamento
Com a decisão de enviar o caso ao Tribunal do Júri, a defesa e a acusação serão intimadas para a fase de arrolamento de testemunhas que irão depor diretamente no plenário. A data oficial da sessão de julgamento, onde sete cidadãos de Marília decidirão pela condenação ou absolvição dos réus, será agendada pela Vara do Júri e Execuções Criminais assim que os prazos de eventuais recursos da defesa forem esgotados.
Os advogados de defesa dos réus informaram que analisam o teor completo da decisão para avaliar a interposição de recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), pleiteando o afastamento das qualificadoras apontadas pela promotoria.
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