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EUA mantêm ataques; Irã diz que petroleiros explodiram em Ormuz

Confrontos chegam ao nono dia consecutivo após colapso de cessar-fogo; Guarda Revolucionária retalha bases americanas e preço do petróleo sobe com ameaça ao comércio global.

Por Reuters – Publicado em 20/07/2026 – 08:32

A escalada de violência no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta segunda-feira (20). Forças militares dos Estados Unidos lançaram a nona onda consecutiva de ataques aéreos contra posições no Irã. A ofensiva ocorre em meio a um cenário de extrema instabilidade no Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o comércio de energia global, após Teerã informar que dois navios petroleiros explodiram ao tentar cruzar a região.

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O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou o início das novas operações, justificando que a meta é minar a capacidade militar iraniana de alvejar embarcações comerciais. Em contrapartida, a agência semioficial iraniana Tasnim reportou que os mísseis americanos atingiram alvos em diversas cidades na madrugada, incluindo estrondos e explosões ouvidas em Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

Retaliação iraniana e sirenes de alerta na região

Como resposta imediata aos bombardeios de Washington, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disparou mísseis contra instalações e aeronaves americanas no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de mirar equipamentos militares no acampamento de Al-Adiri, na Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, e em postos na Síria. O Exército do Kuwait confirmou a interceptação de drones em seu espaço aéreo, enquanto sirenes de emergência soaram no Barein durante a manhã.

O novo ciclo de hostilidades abertas arrasta o preço do barril de petróleo para cima, registrando alta de 2% e superando a marca de US$ 90 nesta segunda-feira. A Guarda Revolucionária alertou que a rota permanecerá totalmente bloqueada e insegura para o trânsito de qualquer produto petroquímico enquanto durar o que chamou de “agressão” dos EUA, reduzindo drasticamente o fluxo diário de navios cargueiros pelo estreito.

Baixas americanas e o balanço de uma guerra de meses

O conflito atual é fruto do colapso de um acordo provisório de cessar-fogo assinado há um mês, do qual ambos os lados se acusam mutuamente de violação. A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando forças dos EUA e de Israel realizaram ataques coordenados para neutralizar os programas nucleares e de mísseis de Teerã. Desde então, o balanço oficial aponta para milhares de mortes, concentradas principalmente nos territórios do Irã e do Líbano.

No lado norte-americano, o Centcom confirmou a morte de mais um militar no Norte do Iraque no último sábado (18), vítima da detonação controlada de um drone iraniano abatido. Além disso, restos mortais não identificados foram localizados na Jordânia após o ataque de sexta-feira. Com os novos registros, o número de militares dos EUA mortos desde o início das hostilidades subiu para 17, com mais de 420 feridos em toda a região.

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