Aumento gradual na colheita e consumo embaçado limitam ganhos da laranja pera; baixa oferta da tangerina e entressafra da tahiti garantem valorização até setembro, aponta Cepea.
Por Redação / Portal do Agronegócio — Publicado em 21/08/2026 – 12:00
O mercado brasileiro de citros registra movimentos opostos durante o mês de agosto. De acordo com levantamento de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação entre a maior oferta e a baixa velocidade nas vendas de mesa manteve as cotações da laranja pera sob pressão. Em contrapartida, a tangerina poncã e a lima ácida tahiti vêm registrando altas consecutivas em razão da restrição no volume colhido.
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A divergência entre as variedades reflete o momento de transição das safras e a dinâmica de consumo no mercado doméstico.
Aumento de oferta desacelera preços da laranja pera
Com o encerramento do ciclo de colheita das variedades precoces, a laranja pera — considerada variedade de meia-estação — passa a dominar a participação nas entregas em agosto. A disponibilidade cresceu tanto para a comercialização de frutas in natura quanto para a indústria de processamento de sucos.
Entretanto, como o ritmo de compras por parte da população e dos distribuidores continua arrefecido, a presença maior da fruta nos pomares impede a reação dos preços, deixando os compradores cautelosos.
Entressafra da tahiti e fim da safra de poncã impulsionam valores
O cenário das outras duas citros de destaque é de valorização contínua sustentada pela menor disponibilidade:
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Tangerina poncã: A safra da fruta já se encontra em estágio bastante avançado. Com a oferta bastante limitada nas principais regiões produtoras, os preços se mantêm em níveis elevados mesmo com a demanda moderada.
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Lima ácida tahiti: A cultura atravessa seu período de entressafra, registrando oferta reduzida há semanas no mercado nacional.
A expectativa do Cepea para o curto prazo é de que o comportamento dos citros siga dividido. A disponibilidade restrita da tahiti e da poncã deve sustentar as cotações valorizadas até setembro, ao passo que o avanço sazonal da colheita da laranja pera continuará travando reajustes positivos na cotação da variedade.
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