O teto dos benefícios do INSS subiu para R$ 8.475 em 2026. Portaria com os novos valores foi publicada nesta segunda-feira.
Por Redação O Globo — Rio de Janeiro – 12/01/2026 08h21
O governo federal publicou, nesta segunda-feira (12), no Diário Oficial da União, a portaria que oficializa o reajuste das aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com valor acima do salário mínimo. Em 2026, o índice de reajuste será de 3,9%, seguindo a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025.
Com o reajuste, o teto dos benefícios do INSS passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55.
Quem tem direito ao reajuste integral?
O índice de 3,9% é válido para os segurados que já recebiam o benefício em 1º de janeiro de 2025. Para aqueles que passaram a receber a aposentadoria ou pensão ao longo do ano passado (entre fevereiro e dezembro de 2025), o reajuste será proporcional, variando conforme o mês de início da concessão.
Salário Mínimo
Para os segurados que recebem o valor equivalente ao salário mínimo, o novo valor de R$ 1.572 já está em vigor desde o dia 1º de janeiro. Este grupo tem um reajuste diferenciado, baseado na política de valorização que considera a inflação do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes.
Tabela de contribuição
A portaria também atualiza as faixas de contribuição dos trabalhadores para o INSS (setor privado e domésticos), que passam a ser as seguintes:
Até R$ 1.572,00: 7,5%
De R$ 1.572,01 até R$ 2.890,00: 9%
De R$ 2.890,01 até R$ 4.340,00: 12%
De R$ 4.340,01 até R$ 8.475,55: 14%
Calendário de Pagamento
Os novos valores começarão a ser depositados na folha de janeiro, cujos pagamentos ocorrem entre o final deste mês e o início de fevereiro. Os primeiros a receber são os segurados que ganham até um salário mínimo. Aqueles que recebem acima do piso terão os valores creditados a partir do dia 2 de fevereiro.


