om a quarta desaceleração seguida, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 4,44%, recolocando o índice dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Banco Central.
Por Bruno de Freitas Moura — Agência Brasil — Publicado em 11/08/2026 – 10:08 – Foto: REUTERS/Sergio Moraes
A inflação oficial do país desacelerou pelo quarto mês consecutivo e fechou em 0,07% em julho, registrando o menor desempenho para o mês desde 2022. O resultado foi impulsionado principalmente pelo recuo no grupo Alimentação e Bebidas. Com o índice de julho, o acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses atingiu 4,44%, retornando para dentro do intervalo de meta do governo federal (entre 1,5% e 4,5%).
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O resultado oficial divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) veio em alinhamento exato com as projeções do mercado financeiro, publicadas no Boletim Focus. O índice de difusão marcou 50%, sinalizando que exatamente metade dos 377 produtos e serviços pesquisados apresentaram alta de preços no mês.
EVOLUÇÃO DO IPCA E GRUPOS DE PREÇOS
A Trajetória do IPCA Mês a Mês em 2026
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Janeiro: 0,33%
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Fevereiro: 0,70%
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Março: 0,88%
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Abril: 0,67%
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Maio: 0,58%
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Junho: 0,16%
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Julho: 0,07%
Desempenho por Grupos de Produtos e Serviços em Julho
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Alimentação e Bebidas: -0,67% (-0,14 p.p.)
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Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)
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Saúde e Cuidados Pessoais: 0,40% (0,06 p.p.)
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Despesas Pessoais: 0,22% (0,02 p.p.)
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Artigos de Residência: 0,07% (0,00 p.p.)
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Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)
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Comunicação: 0,04% (0,00 p.p.)
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Educação: -0,03% (0,00 p.p.)
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Vestuário: -0,66% (-0,03 p.p.)
PONTOS-CHAVE DA DIVULGAÇÃO DO IBGE
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Retorno à Meta: Após extrapolar o teto de 4,5% nos meses de maio (4,72%) e junho (4,64%), o acumulado em 12 meses (4,44%) volta ao intervalo oficial de tolerância.
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Regra Vigente: Desde 2025, a meta da inflação é contínua e apurada sobre os 12 meses passados, sendo considerada descumprida se o estouro se mantiver por seis meses seguidos.
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Alívio nos Alimentos: A deflação no grupo de alimentação e bebidas (-0,67%) foi o principal fator para travar o avanço do custo de vida.
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Pressão no Orçamento: O grupo Habitação registrou a maior alta do mês (0,99%), exercendo o maior impacto positivo no índice (0,15 p.p.).
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