Seleção não bate rivais da Europa em jogos eliminatórios desde o penta
Lincoln Chaves – Repórter da EBC – Publicado em 05/07/2026 – 09:58 Foto: Troy Taormina/Reuters
A Seleção Brasileira entra em campo neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, para enfrentar a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

Além da cobiçada vaga nas quartas de final, o time comandado por Carlo Ancelotti joga para sepultar dois incômodos tabus históricos: a Amarelinha nunca venceu a equipe escandinava na história do futebol e carrega um jejum de 24 anos sem eliminar uma seleção europeia no mata-mata do torneio.

A Noruega ostenta uma marca única no futebol mundial: é a única seleção do planeta que já enfrentou o Brasil e nunca foi derrotada. Em quatro confrontos oficiais ao longo da história, os nórdicos acumulam duas vitórias e dois empates.
O Histórico do Confronto e Laços Familiares
O primeiro encontro aconteceu em um amistoso em 1988, terminando em 1 a 1. Naquela ocasião, a equipe brasileira contava com nomes que seriam tetracampeões em 1994, como Taffarel, Jorginho e Romário, enquanto o time norueguês escalava os pais de atletas da atual geração escandinava, como os genitores de Kristian Thorstvedt e Alexander Sorloth.
Em 1997, a Noruega surpreendeu ao quebrar uma invencibilidade de 42 meses do Brasil, vencendo por 4 a 2 em Oslo. Naquele jogo, o lateral norueguês Alf-Inge Haaland — pai do atual astro Erling Haaland — esteve em campo, e o meia Stale Solbakken, hoje treinador da seleção nórdica, também atuou.
O duelo mais marcante ocorreu na Copa do Mundo de 1998, na França. Já classificado, o Brasil abriu o placar com Bebeto, mas sofreu a virada por 2 a 1 com gols de Tore André Flo e Kjetil Rekdal. O último confronto foi registrado em 2006, um empate em 1 a 1 que marcou a estreia do técnico Dunga. “Acho que isso pode servir como motivação para que a gente possa tirar essa escrita”, comentou o lateral Douglas Santos.
O Peso do Jejum Contra Europeus no Mata-Mata
Superar a Noruega neste domingo também significará o fim de um fantasma assombra a Seleção desde o título de 2002.

A última vitória brasileira contra um europeu em fases eliminatórias de Copa foi justamente o 2 a 0 sobre a Alemanha na final do penta. Desde então, o Brasil acumulou eliminações traumáticas em sequência:
2006 (Quartas de final): Derrota por 1 a 0 para a França de Zinedine Zidane.
2010 (Quartas de final): Virada da Holanda por 2 a 1 na África do Sul.
2014 (Semifinal): O histórico e doloroso 7 a 1 aplicado pela Alemanha no Mineirão.
2018 (Quartas de final): Derrota por 2 a 1 para a Bélgica na Rússia.
2022 (Quartas de final): Eliminação nos pênaltis para a Croácia após empate na prorrogação.
O atacante Matheus Cunha ressaltou que o grupo está focado em construir um novo enredo, minimizando a pressão externa sobre o histórico negativo. “Muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história”, concluiu o camisa 9.


