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Café: Entenda como a cafeína age no organismo e os riscos do consumo excessivo

Bebida melhora o foco e o humor, mas pode comprometer o sono e a saúde digestiva se ingerida além do recomendado

Por Redação Terra – Publicado em: 02/05/2026 às 10:15

Presente na rotina de milhões de brasileiros, o café é muito mais que um hábito cultural: é uma poderosa fonte de cafeína com efeitos diretos no sistema nervoso central. Em doses moderadas, a substância é uma aliada da concentração, mas especialistas alertam que o limite entre o benefício e o prejuízo à saúde é estreito.

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O mecanismo do alerta

De acordo com a rede de hospitais universitários federais (HU Brasil), a cafeína atua bloqueando a adenosina, substância que sinaliza ao cérebro a necessidade de descanso. Ao impedir essa conexão, a bebida prolonga o estado de vigília. O problema ocorre quando esse estímulo atrasa a liberação da melatonina, o hormônio do sono, prejudicando a recuperação biológica noturna.

Procure cuidar da qualidade do sono em vez de investir na cafeína
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

Qual é o limite seguro?

A quantidade ideal varia para cada indivíduo, mas estudos apontam diretrizes gerais para adultos saudáveis:

  • Consumo Seguro: Até 400 miligramas por dia (aproximadamente quatro xícaras). Nesta dose, o café pode melhorar o aprendizado, a memória e reduzir o risco de declínio cognitivo.

  • Consumo Excessivo: Pode causar insônia, tremores, ansiedade e aumento da frequência cardíaca. Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, o uso exagerado cria tolerância, exigindo doses cada vez maiores para o mesmo efeito de alerta.

Impactos na digestão e saúde geral

O sistema digestivo também sente os efeitos. O café estimula a secreção ácida no estômago e o funcionamento intestinal, o que pode agravar quadros de refluxo, azia e desconforto abdominal em pessoas sensíveis. Além disso, o consumo no período da tarde ou noite é desaconselhado, pois altera fases profundas do sono, essenciais para a saúde neurológica e cardiovascular.

Excesso de cafeína pode desencadear sintomas como insônia, ansiedade, tremores e aumento da frequência cardíaca, alertam especialistas
Foto: Juliana Primon / Divulgação / Estadão

A orientação dos especialistas é clara: observe os sinais do seu corpo. O café deve ser um prazer e um suporte cognitivo, e não uma muleta para compensar noites mal dormidas. A redução gradual da ingestão é o melhor caminho para quem deseja retomar o equilíbrio sem sofrer com crises de abstinência ou irritabilidade.

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