Sessão marcada para 25 de setembro avaliará se menções ao Procurador-Geral da República em relatório da PF afetam sua imparcialidade na condução das investigações do caso Master.
Por Redação – Publicado em 16/09/2026 – 15:07 – Foto: Leobark Rodrigues/Secom/MPF
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) agendou para o dia 25 de setembro a análise de um procedimento interno sobre as citações ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, em mensagens registradas no telefone do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso, sob relatoria do subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino, teve início após uma representação protocolada por parlamentares do partido Novo, que pedem o afastamento de Gonet da condução do caso Master.
A apreciação no conselho não se trata de um processo administrativo disciplinar, mas de uma avaliação institucional para determinar se os fatos relatados pela Polícia Federal comprometem a imparcialidade do PGR no processo.
📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp
Posicionamento e defesa do Procurador-Geral
Em documento de defesa apresentado na terça-feira (15), Paulo Gonet rebateu as suspeitas e afirmou expressamente não possuir vínculo de proximidade com o ex-banqueiro investigado:
-
Ausência de Vínculo: Gonet declarou não ter “relação de amizade alguma, nem muito menos interesse pessoal nos processos em que ele conste como parte ou investigado”.
-
Encontro Pontual: Durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), o PGR esclareceu ter encontrado Vorcaro apenas uma vez, em um encontro “brevíssimo e banal” durante painel jurídico em Londres, evento patrocinado pelo antigo Banco Master sem o seu conhecimento prévio.
-
Perícia Telefônica: A defesa enfatizou que as análises no celular do empresário não apontaram nenhuma troca direta de mensagens ou contatos cadastrados com o Procurador-Geral.
As menções a Gonet surgiram no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras e suspeitas de corrupção. Em trechos de conversas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, o empresário menciona os nomes “Paulo” e “Andrei”, associados pelos investigadores ao Procurador-Geral e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Saiba mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/


