HomeInternacionalEUA bombardeiam instalações militares no Irã e Teerã retalia com ataque aéreo...

EUA bombardeiam instalações militares no Irã e Teerã retalia com ataque aéreo contra base americana

Troca de hostilidades ocorre durante vigência de cessar-fogo instável e trava negociações diplomáticas para encerrar a guerra; preço do petróleo volta a subir no mercado internacional.

Por Agência Brasil/ Reuters – Publicado em 01/06/2026 às 08:55

Os Estados Unidos confirmaram a realização de ataques contra instalações militares iranianas durante o último final de semana. Em resposta imediata, a Guarda Revolucionária do Irã declarou nesta segunda-feira (1º) ter bombardeado uma base aérea norte-americana. A nova escalada de violência ocorre em meio a arrastadas negociações diplomáticas para tentar encerrar a guerra que já se estende por três meses.

📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp

Os dois países mantêm um histórico de ataques esporádicos desde a entrada em vigor de um cessar-fogo no início de abril. Um confronto com dinâmicas semelhantes já havia sido registrado na última quinta-feira (28). Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a ofensiva mais recente na costa iraniana do Golfo foi uma retaliação direta ao abate de um drone norte-americano MQ-1 que operava em espaço aéreo internacional.

Caças das Forças Armadas dos EUA agiram na região para neutralizar defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones que ameaçavam navios comerciais. Por outro lado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou o contra-ataque a uma base aérea utilizada pelas forças americanas, mantendo o sigilo sobre a localização exata do alvo. Sistemas de defesa no Kuwait, onde os EUA concentram uma base estratégica, operaram nesta segunda-feira para interceptar mísseis e drones sob alertas de sirenes generalizados.

O conflito militar iniciado em 28 de fevereiro já contabiliza milhares de vítimas fatais, concentradas principalmente no Irã e no Líbano. A crise provocou impactos econômicos severos em escala global após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo de Teerã, bloqueio que estrangulou rotas logísticas e elevou os custos internacionais de energia.

Pressão política sobre Donald Trump e reflexos no petróleo

O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou publicamente o novo embate militar e reforçou o argumento de que as autoridades iranianas demonstram interesse em fechar um acordo de paz. Em pronunciamento nas redes sociais, o mandatário norte-americano rebateu as críticas internas vindas de opositores e de alas do próprio partido sobre a condução da crise.

A Casa Branca enfrenta forte pressão doméstica para reabrir integralmente o Estreito de Ormuz e conter a escalada de preços dos combustíveis antes das eleições legislativas de novembro. Diante da instabilidade, os contratos futuros de petróleo registraram alta de 2% no mercado asiático nesta segunda-feira, refletindo o temor de investidores com a falta de avanços reais nos eixos diplomáticos.

O governo americano estabeleceu como meta principal impedir o enriquecimento de urânio para fins bélicos no Irã, acusação rebatida sistematicamente por Teerã. As negociações seguem travadas devido a exigências complexas, como o pedido iraniano pelo fim imediato de sanções econômicas e pela liberação de bilhões de dólares em receitas de petróleo que estão retidos em contas bancárias internacionais.

O cenário regional ganha contornos ainda mais graves com a extensão da guerra de Israel contra o Hezbollah no Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou o avanço de tropas terrestre em território libanês. Em paralelo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, iniciou contatos formais com lideranças de Israel e do Líbano para tentar articular uma proposta de redução gradual da escalada militar na região.

Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui.

- Publicidade -

Mais lidos