Investigação aponta que desvios começaram no fim de 2023 e foram descobertos por parentes das vítimas; celulares e extratos foram apreendidos na casa da investigada
Por g1 Bauru e Marília – Publicado em 22/05/2026 às 08:36
Uma operação da Polícia Civil deflagrada na última quinta-feira (21) colocou sob investigação uma funcionária de banco de 27 anos, suspeita de arquitetar e executar um esquema de desvio de dinheiro que lesou duas clientes idosas no município de Palmital, no interior do estado de São Paulo. De acordo com as autoridades, o montante total subtraído das contas das vítimas alcança a cifra de R$ 511 mil.
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A suspeita utilizava-se de sua posição estratégica e funcional dentro da agência bancária onde trabalhava para auferir vantagens ilícitas. Aproveitando-se do livre acesso aos sistemas internos e da relação de confiança que mantinha com o público idoso que frequentava o estabelecimento, ela realizava sucessivas transferências financeiras eletrônicas de valores expressivos, sem que houvesse qualquer tipo de consentimento, conhecimento ou autorização por parte das titulares.
Exploração de Vulnerabilidade e Descoberta da Fraude
Os detalhes levantados pelas equipes de investigação policial revelam um componente de severa vulnerabilidade. Uma das idosas lesadas pelo esquema é portadora da doença de Alzheimer. Segundo a Polícia Civil, essa condição clínica e cognitiva foi deliberadamente explorada pela bancária para facilitar a manipulação das contas e garantir a continuidade dos desvios sem que a vítima percebesse a perda do patrimônio.
O cronograma da fraude e os passos da apuração apontam que:
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Início dos Desvios: As movimentações financeiras criminosas começaram a ser executadas de forma camuflada no final do ano de 2023;
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A Descoberta: No final de abril de 2026, familiares das duas idosas começaram a auditar os extratos e identificaram saídas de capital repetidas e sem justificativa;
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A Denúncia: Parentes acionaram a polícia e formalizaram a queixa após confirmarem o rombo financeiro.
Mandados, Confissão e Próximos Passos da Investigação
Com o conjunto de provas documentais e extratos reunidos no início do inquérito, a Polícia Civil representou junto ao Poder Judiciário pela expedição de ordens de busca. Na quinta-feira, os agentes cumpriram os mandados de busca e apreensão diretamente na residência da investigada.
Durante as buscas no imóvel, foram apreendidos dois aparelhos celulares, extratos bancários consolidados e documentos diversos correlacionados à rotina de trabalho da bancária. Ao ser confrontada pelas autoridades e diante do material localizado em sua posse, a jovem de 27 anos confessou formalmente a autoria dos delitos. Apesar da admissão de culpa, ela não foi detida em flagrante e responderá ao processo em liberdade nesta fase inicial, conforme determina a legislação penal vigente para situações onde não há flagrância ou mandado de prisão preventiva decretado.
O foco da Polícia Civil agora se concentra na perícia técnica do material apreendido. Os investigadores submeterão os celulares a análises digitais para rastrear a rota do dinheiro e descobrir para quais contas bancárias o montante de R$ 511 mil foi transferido. O procedimento também visa identificar se a funcionária agiu de forma isolada ou se contava com a participação e o suporte de terceiros ou de outros operadores financeiros dentro ou fora da instituição bancária.
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