Comitê será criado após o US Open, que começa no próximo domingo (23); iniciativa busca atender reivindicações sobre premiações e receitas.
Por Frank Pingue — Publicado em 20/08/2026 – 15:05
Os quatro maiores torneios de tênis do mundo — Aberto da Austrália, Aberto da França (Roland Garros), Wimbledon e US Open — anunciaram nesta quinta-feira (20 de agosto de 2026) a criação do Conselho Consultivo de Jogadores do Grand Slam. O comitê se dedicará a uma série de pautas esportivas, incluindo o debate sobre premiações em dinheiro e participação na receita.
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O lançamento oficial do órgão ocorrerá logo após a conclusão do US Open, último torneio do Grand Slam da temporada, que começa neste domingo (23 de agosto) em Nova York. Atualmente, a organização dos quatro eventos trabalha na definição da estrutura operacional e do processo de escolha dos representantes, que contará com a participação direta dos atletas.
Voz ativa e pressão por receitas
A criação do comitê permitirá que tenistas interessados se candidatem a vagas para abordar demandas históricas da categoria. Entre os temas centrais está o pedido por uma divisão mais equitativa do faturamento milionário gerado pelas quatro maiores competições do tênis mundial.
“Ter um lugar à mesa com os Grand Slams é algo que já desejávamos há algum tempo, por isso estou muito satisfeito em ver esse conselho se formar. Isso nos dá, como jogadores, uma oportunidade real de ter voz, contribuir para o diálogo e ajudar a moldar os torneios além do que acontece na quadra”, declarou o número seis do mundo, o norte-americano Ben Shelton.
A pressão sobre as organizações se intensificou durante a última edição do Aberto da França, quando a líder do ranking feminino, Aryna Sabalenka, chegou a acenar com a possibilidade de um boicote de atletas caso a premiação no saibro de Paris não fosse reajustada — posição que contou com o apoio de nomes como a norte-americana Coco Gauff.
Diálogo contínuo e governança
Segundo a declaração conjunta dos quatro torneios, o objetivo do fórum é alinhar temas esportivos de impacto coletivo e oferecer um canal permanente para discutir bem-estar, saúde e remuneração. A abordagem individualizada com cada torneio continuará necessária devido às especificidades econômicas e regulatórias de cada sede.
“Ouvimos o desejo dos jogadores de terem mais voz, e esse conselho consultivo é um passo importante para um relacionamento mais forte entre os torneios do Grand Slam e os jogadores”, destacou Deborah Jevans, presidente do All England Club (Wimbledon).
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