Com passagens marcantes pelas rádios Jovem Pan, Globo e Dirceu, profissional era reconhecido pelo estilo literário em suas transmissões; sepultamento aguarda chegada de filho dos EUA.
Por Redação – Publicado em 14/07/2026 17:17
O rádio esportivo paulista perdeu uma de suas vozes mais singulares. O narrador e jornalista Wolney Alonso morreu nesta terça-feira (14), aos 70 anos, em um hospital no município de Marília, no interior de São Paulo. A informação do falecimento foi confirmada por membros da família. Segundo informações do serviço funerário local, o velório está programado para começar a partir das 17h, na sala 7 do Velório Municipal.
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Wolney Alonso travava uma batalha recente contra um câncer no intestino. Cerca de dez anos atrás, o profissional também havia enfrentado e sobrevivido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O radialista deixa dois filhos — um deles mora atualmente nos Estados Unidos e viaja rumo a Marília para acompanhar as cerimônias de despedida e o sepultamento do pai.
O estilo literário que moldou o “Poeta” do rádio
Wolney construiu uma identidade única nas cabines de transmissão. Conhecido por utilizar recursos narrativos que flertavam com a literatura, ele ganhou o carinhoso apelido de “Poeta” entre os colegas de profissão e os ouvintes. Essa característica marcante o transformou em uma das figuras mais prestigiadas e reconhecidas do radiojornalismo esportivo regional.
Sua trajetória profissional ganhou forte impulso e projeção nacional na década de 1980, período em que comandou as transmissões esportivas da extinta Rádio Dirceu de Marília. O sucesso no interior do estado abriu portas para que Wolney integrasse as equipes de esportes de grandes redes de radiodifusão do país, acumulando passagens de destaque pelas rádios Jovem Pan e Globo.
Atuação sindical e últimas transmissões
Além da sólida carreira em solo paulista, Wolney Alonso desbravou o setor de comunicação no Norte do país. Em Porto Velho (RO), o jornalista trabalhou na imprensa local e exerceu um papel político e institucional importante para a categoria ao presidir a Associação dos Redatores e Locutores Esportivos de Rondônia (Arler), defendendo melhores condições para os profissionais da crônica esportiva.
Após a experiência na Região Norte, o narrador retornou para suas origens no interior de São Paulo. Seus últimos trabalhos fixos no microfone ocorreram entre os anos de 2017 e 2018, quando retornou a Marília e integrou as equipes de esportes das rádios Clube e Marília, deixando um legado de paixão pelo futebol e pelo jornalismo falado.
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