Especialistas analisam como conteúdos criados com inteligência artificial combinam humor, algoritmo e comportamento; e por que isso merece atenção
Publicado em 13/04/2026 – 15:33 – Imagem Reprodução Internet
Personagens como “Abacatudo” e “Moranguete” podem parecer apenas mais uma excentricidade da internet, mas por trás das chamadas “novelas de frutas” existe um retrato claro de como o entretenimento digital está sendo moldado hoje.
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Criados com apoio de inteligência artificial, esses vídeos curtos vêm acumulando milhões de visualizações ao apostar em histórias rápidas, recheadas de conflitos e reviravoltas. O formato simples, somado à lógica de continuidade, ajuda a manter o público engajado por mais tempo, um dos principais objetivos das plataformas.
Para Mohamad Rabah, CEO da Multiverso Experience, o sucesso está menos na originalidade e mais na eficiência do formato. “É um conteúdo pensado para ser consumido sem esforço. Você entende a história em segundos e já é levado para o próximo episódio. Esse encadeamento é o que sustenta a viralização”, afirma.
Segundo ele, há também um fator de identificação. “Mesmo em um contexto absurdo, os temas são familiares, conflitos, relações, intrigas. Isso aproxima o público, ainda que a abordagem seja exagerada.”
A lógica por trás do fenômeno, no entanto, não é espontânea. De acordo com Gabriela Moreira, Head de Marketing da Multiverso Experience, existe uma combinação clara entre comportamento humano e funcionamento dos algoritmos.
“Esses vídeos são estruturados para reter atenção. Eles entregam conflito rápido, despertam curiosidade e criam expectativa de continuação. Isso aumenta o tempo de permanência e favorece a entrega nas plataformas”, explica.
Ela destaca ainda o papel do inusitado. “Existe um elemento de surpresa muito forte, que faz o usuário parar o scroll. E como é um conteúdo fácil de entender, ele se espalha com rapidez.”
O crescimento das “novelinhas” já começa a impactar o mercado, com marcas e criadores explorando o formato como estratégia de alcance. Ao mesmo tempo, especialistas alertam para o tipo de narrativa que está sendo amplificada, muitas vezes superficial e baseada em exageros.
“Quando a produção se torna mais acessível com a inteligência artificial, a responsabilidade também aumenta. O desafio agora é equilibrar escala com qualidade”, conclui Rabah.
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