Entenda o impacto do açúcar no corpo e estratégias para consumir chocolate com consciência
Publicado em 02/04/2026 – 15:58 – Foto – Freepik
A proximidade da Páscoa traz consigo o desafio de conciliar a tradição dos ovos de chocolate com a manutenção da saúde metabólica. Para a endocrinologista Carla Marys Adlung, que integra a plataforma INKI de consultas médicas, o período não deve ser encarado como uma fase de privação, mas sim como uma oportunidade de alfabetização alimentar. Segundo a especialista, o foco deve estar em entender como o corpo processa o açúcar e o cacau, desmistificando o chocolate como vilão e adotando ferramentas comportamentais para evitar a perda de controle.
📲Participe do canal do Portal da Cidade de Marília no WhatsApp
O consumo excessivo de chocolates tradicionais, especialmente os brancos e ao leite, pode levar à chamada “ressaca de açúcar”. A médica esclarece que, após a ingestão de altas doses de sacarose e gordura, o metabolismo enfrenta uma sucessão de eventos complexos.
“Muitas pessoas relatam cansaço, dores de cabeça e alterações intestinais após o feriado. O corpo atinge um pico de glicose no sangue entre 60 e 90 minutos após a ingestão, disparando uma elevação sustentada de insulina que, em indivíduos sedentários, pode permanecer alta por até 7 horas”, explica a médica. Esse ciclo pode causar hipoglicemia reativa, gerando fadiga e o desejo por ainda mais açúcar.
Além do impacto glicêmico, o excesso de açúcar pode desequilibrar a microbiota intestinal em apenas 24 horas, promovendo o crescimento de bactérias patogênicas e aumentando a permeabilidade intestinal, o que compromete a imunidade. Por outro lado, o cacau de boa qualidade é um aliado. Rico em flavonoides antioxidantes, triptofano e magnésio, ele auxilia no relaxamento e no controle da ansiedade.
“A gordura presente na manteiga de cacau, especialmente em versões 70% ou mais, retarda o esvaziamento gástrico, promovendo maior saciedade do que os doces ultraprocessados”, afirma Carla.
Para quem busca uma relação mais consciente com o doce, a médica sugere a regra de 20g a 30g diários — cerca de dois quadradinhos — e a aplicação de técnicas de mindful eating.
“Uma das estratégias mais eficazes é a desidentificação, observando o impulso como um evento mental passageiro. Recomenda-se mastigar cada pedaço entre 30 e 40 vezes, focando nas mudanças de textura e aroma. Esse aumento de satisfação permite que o corpo se sinta plenamente atendido com uma quantidade menor”, orienta.
No momento da compra, a endocrinologista alerta para os “falsos saudáveis”, como chocolates zero açúcar ricos em gordura saturada ou adoçantes que causam desconforto gástrico. A dica é priorizar produtos onde o primeiro ingrediente seja a massa de cacau.
“O ideal é consumir o chocolate pela manhã ou após uma refeição rica em proteínas e fibras, o que pode reduzir a resposta glicêmica em quase 30%”, conclui Carla. Em caso de excesso, a recomendação é focar na hidratação e no consumo de fibras verdes, evitando pular refeições para “compensar” as calorias, prática que apenas perpetua o ciclo da fome.
Sobre o INKI
Fundado em 2025 pela médica e empreendedora Luciana Shimizu Morya, o INKI — plataforma de consultas médicas particulares de excelência — é um ecossistema de saúde dedicado a resgatar a essência da boa medicina, conectando pacientes a uma rede de médicos de excelência que praticam um cuidado ético, empático e verdadeiramente individualizado.
Mais do que consultas, a plataforma promove encontros com escuta ativa, tempo dedicado e o estabelecimento de vínculos duradouros. A equipe de especialistas enxerga o paciente de forma integral — considerando corpo, mente, história e contexto — e atua com uma medicina baseada em evidências, focada na pessoa e na construção contínua de confiança mútua.
Com mais de 80 médicos cadastrados em sua plataforma, divididos em mais de 15 especialidades, o INKI prioriza parceiros que buscam ampliar seu atendimento sem intermédio dos planos de saúde.
Leia mais 📲https://portaldacidademarilia.com.br/


