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Polícia descobre plano para atacar prédios em Brasília durante eleições

Operação Rede Interrompida cumpre mandados contra oito investigados que compartilhavam plantas arquitetônicas, mapas e manuais de artefatos explosivos visando o período eleitoral.

Por Bruno Pinheiro — Publicado em 04/08/2026 às 09:24

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Rede Interrompida, que apura um suposto plano para atacar prédios oficiais em Brasília durante o período eleitoral de 2026. A ação é conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento e mira oito investigados, de 19 a 31 anos, localizados em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

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O inquérito nasceu de relatório técnico produzido pelo Ciberlab, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. A análise das comunicações trocadas pelo grupo identificou referências reiteradas a Brasília como destino de uma mobilização prevista para as eleições, com discussões sobre invasão de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento entre estados, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios da região central da capital. Segundo a PCDF, também foram encontrados manuais para fabricação de artefatos explosivos.

Registro da Operação Rede Interrompida
Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da PCDF lidera ação que investiga planos contra a capital federal.

A investigação apurou que os criminosos chegaram a discutir a realização do ataque durante os debates eleitorais.

As medidas cautelares em curso têm o objetivo de preservar provas digitais e materiais, apreender dispositivos eletrônicos dos investigados e identificar eventuais conexões ainda não mapeadas pela investigação, além de esclarecer o grau de organização e o estágio em que estavam as ações discutidas pelo grupo.

Por enquanto, a apuração corre pelos crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo, sem enquadramento na Lei de Terrorismo. A PCDF afirma que a responsabilização individual dos investigados depende da perícia nos materiais apreendidos e da conclusão do inquérito, que corre sob sigilo.

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