Procedimento foi solicitado por familiares e deve ocorrer no Cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos; entenda o motivo.
Publicado em 22 de fevereiro de 2026 – 00:44 – Foto: Marco Antônio Teixeira
GUARULHOS, SP – Três décadas após o acidente que interrompeu precocemente uma das trajetórias mais meteóricas da música brasileira, os corpos dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas serão exumados. A medida foi confirmada nesta semana e ocorrerá no Cemitério Parque das Primaveras, onde os músicos estão sepultados.
Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec e os irmãos Samuel e Sérgio Reoli faleceram em 2 de março de 1996, quando o jato executivo em que viajavam colidiu contra a Serra da Cantareira, em São Paulo, durante a aproximação para o pouso no Aeroporto de Cumbica.
Motivação do procedimento
A exumação, solicitada pelas famílias dos artistas, tem como objetivo principal a transferência dos restos mortais para um novo jazigo familiar ou a realização de manutenções estruturais nos túmulos atuais. Segundo representantes dos familiares, o processo é comum em concessões de cemitérios após longo período e faz parte de uma reorganização dos espaços de memória dos músicos.
O Legado
O anúncio da exumação reacendeu a comoção nacional em torno da banda, que em apenas sete meses de sucesso nacional vendeu mais de 3 milhões de cópias de seu único disco de estúdio. Mesmo após 30 anos, o grupo continua sendo um fenômeno cultural, influenciando novas gerações com seu humor irreverente e mistura de gêneros musicais.

O procedimento deve ser realizado de forma reservada, acompanhado apenas por parentes próximos e profissionais técnicos, respeitando a privacidade e a memória das vítimas da tragédia que parou o Brasil nos anos 90.
FÃS CANTARAM SUCESSOS DA BANDA NO VELÓRIO
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O Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, na Grande São Paulo, estava lotado com 30 mil pessoas quando os corpos dos cinco roqueiros e dos dois assistentes chegaram às 0h15 de segunda-feira. Os caixões, cobertos com bandeiras do Brasil, ficaram lado a lado na quadra esportiva, em meio a cerca de 300 familiares e amigos próximos. No caixão de Dinho, foi colocada ainda uma camisa do Corinthians. Ao redor da cena, os fãs cantavam sucessos como “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos” a plenos pulmões.


