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Terremoto na Colômbia: número de mortos sobe para 273; desaparecidos agora são 377

Após janela crítica de 72 horas, foco das operações passa a ser a remoção de escombros; mais de 150 réplicas mantêm cenário de risco na região cafeeira.

Por Nelson Bocanegra, Julia Symmes Cobb e Luis Jaime Acosta (Reuters) – Publicado em 13/08/2026 – 14:48 – Foto: REUTERS/Raquel Cunha

As esperanças de encontrar sobreviventes sob os escombros do devastador terremoto de magnitude 7.4 que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10) diminuíram significativamente nesta quinta-feira (13). As autoridades locais e equipes de emergência começaram a transitar da fase de busca e salvamento para a remoção de entulhos, especialmente em grandes centros urbanos como Cali.

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Subiu para 273 o número de mortos pelo terremoto que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10), segundo um balanço divulgado pela Unidade de Gestão de Desastres da Colômbia nesta quinta-feira (13).

Já o número de desaparecidos caiu para 377 pessoas, segundo a unidade governamental.

Na quarta-feira (12), o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que o número de feridos em decorrência do tremor estava em 3.984. E anunciou que os trabalhos de busca continuarão. “Nosso foco está em encontrar as pessoas desaparecidas”, disse o político à jornalistas.

Socorristas corriam contra o tempo nesta quinta-feira, mesmo após o fim da chamada “janela de ouro” para encontrar sobreviventes — segundo especialistas, as primeiras 72 horas após um terremoto são as mais importantes nos esforços de resgate.

Em paralelo, o governo também começou a ajudar famílias a reconhecerem corpos de parentes que não sobreviveram. O diretor da Unidade de Gestão de Desastres do país, David Santiago Tamayo, afirmou que, do total de pessoas mortas, mais de 200 corpos já foram reconhecidos.

Uma mulher foi resgatada com vida na noite de terça-feira, cerca de 36 horas após o terremoto. O presidente Eduardo de la Espriella celebrou o resgate de Daniela Largo Sanchez e afirmou que as equipes de buscas trabalham “incansavelmente dia e noite” para encontrar pessoas presas sob escombros.

Os estados mais atingidos pelo tremor mais forte da década na Colômbia são Chocó, Valle del Cauca, Risaralda, Quindío e Caldas, onde se concentram os mortos, feridos e a destruição. O Exército colombiano participa dos trabalhos de resgate nas cidades mais afetadas, como Cali, Pereira e Manizales.

O governo da Colômbia declarou nesta quarta-feira situação desastre nacional válida por um período prorrogável de 12 meses e para os estados de Antioquia, Caldas, Cauca, Chocó, Quindío, Cundinamarca, Risaralda, Huila, Valle del Cauca, Tolima, Putumayo e Norte de Santander.

A chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quarta um pacote de ajuda de dois milhões de euros (cerca de R$ 11,9 milhões) para apoiar as operações de resgate na Colômbia.

Socorristas resgatam mulher sob escombros de prédio em Pereira, na Colômbia, em 11 de agosto de 2026. Resgate ocorreu 36 horas após terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país. — Foto: David Salazar/AFP
Socorristas resgatam mulher sob escombros de prédio em Pereira, na Colômbia, em 11 de agosto de 2026. Resgate ocorreu 36 horas após terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país. — Foto: David Salazar/AFP

Tensão com réplicas e drama das famílias

O trabalho de resgate é dificultado pela instabilidade dos edifícios condenados. Até o momento, a defesa civil colombiana contabilizou mais de 150 tremores secundários (réplicas), o que mantém a população em alerta e impõe risco constante aos socorristas.

Em cidades como Pereira, o cenário é de comoção. Moradores que se deslocaram de várias partes do país tentam resgatar pertences ou acompanhar os trabalhos na esperança de localizar parentes soterrados, enquanto lidam com a confirmação diária de óbitos.

Teste político e ajuda internacional

O desastre natural representa o primeiro grande desafio do presidente Abelardo De La Espriella, que havia assumido o cargo há poucos dias com uma plataforma de corte de gastos públicos. Para conter a crise, o mandatário anunciou a decretação de emergência econômica e a criação de um fundo especial focado no socorro humanitário e na reconstrução da infraestrutura nacional.

Em relação à cooperação internacional, o governo colombiano rebateu críticas sobre entraves logísticos, esclarecendo que não recusou auxílio externo, mas ajustou a recepção de contingentes estrangeiros exigindo o cumprimento de padrões e certificações internacionais de busca e salvamento.

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